Na competição de Veneza, George A. Romero faz western com zumbis

"Survival of the Dead" não se compara a clássicos do diretor, mas ainda faz rir

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação
"Survival of the Dead", de George A. Romero
Não importa que os vampiros estejam em voga. Para George A. Romero, os zumbis jamais cairão de moda. Em "Survival of the Dead", apresentado na noite desta terça-feira (08) para a imprensa no 66º Festival de Veneza, eles estão envolvidos numa batalha com ares de western.

Rivais desde a infância, O'Flynn (Kenneth Welsh) e Muldoon (Richard Fitzpatrick) estão de lados diferentes novamente quando outro conflito começa. Todos os mortos da Terra estão voltando à vida e comendo a carne dos vivos. O'Flynn acha que os zumbis precisam ser exterminados. Muldoon é contra matar parentes e amigos e propõe que sejam poupados – quem sabe, um dia, haverá uma cura, ou eles poderão ser domesticados? Enquanto isso, um grupo de extermínio de mortos-vivos acaba se aliando a O'Flynn e voltando para a ilha Plum, de onde o homem foi expulso anos atrás.

A lógica precisa ser deixada na porta do cinema, porque não dá para extrair muito sentido da produção. "Survival of the Dead" está longe das grandes obras do diretor, como o clássico "A Noite dos Mortos-Vivos" (1968), que sempre fizeram comentários irônicos sobre a sociedade. Aqui, o filme reflete a confusão de valores dos tempos de hoje: afinal, quem é o mocinho e quem é o bandido? Muitas pontas ficam soltas, mas Romero ainda provoca boas risadas com aquele seu pé no trash característico.

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