Mulheres que desafiaram o destino no cinema

Julia Roberts encabeça turma de estrelas que não baixaram a cabeça nas telas

iG São Paulo |

Em "Comer, Rezar, Amar", que estreia nesta sexta-feira (1º), Julia Roberts esquece carreira, marido e amigos para correr atrás do que acreditava. Mas ela não é a única mulher no cinema norte-americano a driblar as expectativas da sociedade e ir em busca de um sonho, desafiar o destino e dar a cara a tapa.

Apesar de careta, Hollywood há anos abre suas portas para histórias edificantes e de emancipação feminina, a começar pela própria Julia, que finalmente ganhou um Oscar por "Erin Brockovich". Conheça abaixo alguns exemplos dessa vertente feminista da indústria do cinema.

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Julia Roberts: advogada amadora
"Erin Brockovich"

Queridinha das comédias românticas e, vá lá, de um suspense ou policial aqui e ali, Julia Roberts nunca foi muito levada a sério pela crítica. Seu auge havia sido no fim da década de 1980, quando conquistou um merecida indicação ao Oscar por "Uma Linda Mulher". A coisa mudou com "Erin Brockovich" (2000). Baseado em uma história real, o filme de Steven Soderbergh flagrava a história real de uma mulher desempregada, mãe de três filhos, na pior. Sem dinheiro para pagar um processo, ela começa a trabalhar como secretária no escritório de um advogado e descobre, sozinha, o esquema de uma empresa de energia para acobertar a contaminação das águas de uma pequena cidade. O resultado? Uma indenização milionária para as famílias afetadas e um Oscar de melhor atriz na prateleira de Roberts.

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Reese Witherspoon: surpresa rosa
"Legalmente Loira"

Aqui a advocacia dá o tom mais uma vez. Antes da consagração com "Johnny e June", Reese Witherspoon interpretou uma garota de coração partido ao se formar no colégio. Uma Barbie gigante, loiríssima e rodeada de roupas e acessórios rosa – inclua aí um chihuahua –, Elle Woods é maluca por moda e, aparentemente, superficial e de cabeça vazia. Quando leva um fora do namorado, que precisa de alguém "mais séria", Elle se enfia nos livros e consegue ser aceita na faculdade de direito de Harvard, como ele. Discriminada pelos colegas, dá a volta por cima: ganha um caso no tribunal, se forma com honras, conquista o mocinho e vira um sucesso de bilheteria. A comédia virou musical na Broadway e em outros seis países, além de dar origem a mais dois filmes, uma sequência com Witherspoon e outro somente produzido por ela, voltado para o público adolescente.

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Sarandon e Davis: jogo duro na estrada
"Thelma & Louise"

Maior clássico recente do gênero, lançado em 1991. As amigas Thelma (Geena Davis), uma dona de casa submissa, e Louise (Susan Sarandon) resolvem cair na estrada para um final de semana de folga e se envolvem num turbilhão de imprevistos que envolvem a morte de um estrupador, apesar de não ser uma história tão simples assim. Com a polícia nos calcanhares, resolvem fugir para o México, estreitam a amizade e mudam de personalidade: a fragilidade fica para trás e dá lugar a uma postura agressiva, confiante. A cena final é emblemática e virou alvo de inúmeras homenagens e paródias. O elenco tem nomes de peso como Harvey Keitel, Michael Madsen e um iniciante Brad Pitt, mas quem brilhava mesmo eram Davis e Sarandon, ambas indicadas ao Oscar.

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Charlize Theron: dentro de uma mina
"Terra Fria"

Charlize Theron não desistiu de papéis difíceis depois da transformação que sofreu em "Monster - Desejo Assassino". Em "Terra Fria", encarna uma mãe de dois filhos pequenos que volta a sua cidade natal após fugir do marido violento. Sem achar oportunidade melhor, começa a trabalhar numa mina de ferro, sofrendo preconceito e humilhação até da família – afinal, é um trabalho para homens. O filme também acaba indo parar nos tribunais, mas não fica restrito a isso, pelo contrário, ainda mais com um elenco que tem Woody Harrelson, Richard Jenkins, Sissy Spacek e Frances McDormand, indicada ao Oscar de atriz coadjuvante. A direção ficou a cargo da neo-zelandeza Niki Caro, conhecida por seu longa de estreia, "Encantadora de Baleias".

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Demi Moore: fracasso, mesmo sem cabelo
"G.I.Jane"

O patinho feio da seleção. Ridley Scott, ele de novo, dirigiu o filme de 1997 achando que ia enaltecer os direitos das mulheres e só arrancou risos. Estrelado por Demi Moore, "G.I. Jane" mostra a história ficcional da tenente Jordan O'Neil, primeira mulher a participar do treinamento dos marines, a força especial da Marinha norte-americana. Mistura torturante de exercícios físicos, simulação de guerra e assédio moral, 60% dos candidatos do curso desistem na primeira semana. Jordan triunfa e ainda faz seu comandante sádico, interpretado por Viggo Mortensen, pedir desculpas – antes disso, ele dizia que a presença de uma mulher ia distrair a tropa e deixá-la mais vulnerável. Demi Moore até raspou a cabeça na esperança de ganhar um prêmio sério, mas, canastrona, só levou o Framboesa de Ouro. Com orçamento de US$ 50 milhões, o filme nem conseguiu se pagar nas bilheterias.

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