Morte de Elizabeth Taylor repercute no mundo

"É o fim de uma era", afirma Barbra Streisand; amigos e fãs prestam homenagem

iG São Paulo com agências |

Reuters
Fãs colocaram flores na estrela de Elizabeth Taylor na Calçada da Fama, em Los Angeles
A morte de Elizabeth Taylor aos 79 anos repercutiu em Hollywood, onde a estrela da atriz na Calçada da Falama amanheceu com flores, e também entre amigos e na Europa. O diretor italiano Franco Zeffirelli, 88 anos, que dirigiu a atriz em "A Megera Domada" (1967) e "Toscanini (1988), disse que ela era "uma diva como não existe mais". "Estou muito triste. Perdemos uma figura memorável que tive a chance de conhecer. Uma mulher liberal, linda e inteligente".

Amigo de longa data, o cantor Elton John disse que o mundo perdeu "uma gigante de Hollywood e, mais importante ainda, um ser humano incrível". Barbra Streisand foi pelo mesmo caminho: "É o fim de uma era. Não se trata apenas de sua beleza e do estrelato, mas de seu humanitarismo. Ela colocou um rosto na Aids/HIV. Ela fez sua vida valer a pena".

Taylor foi uma das primeiras celebridades a defender a causa da Aids, logo depois que o ator Rock Hudson, seu grande amigo, morreu vítima da doença em 1985. A amfAR, uma das principais associações americanas de pesquisa do vírus HIV, destacou num comunicado que a atriz foi uma das personalidades que "mais inspiraram a luta contra a Aids".

"Ela deixa uma herança monumental que permitiu prolongar e melhorar a vida de milhões de pessoas e que enriquecerá outras, nas próximas gerações", destacou a entidade. Além de militante no combate à doença, Taylor também presidiu ações internacionais da amfAR.

Famosa defensora de Michael Jackson, o adeus da atriz foi comentado por Tito, irmão do astro. "Ela foi uma pessoa de impacto na indústria [cinematográfica] e na sociedade como um todo. (...) Também é memorável sua amizade inabalável por meu finado irmão Michael Jackson. Liz forneceu alívio e conforto a meu irmão em vários momentos difíceis de sua vida. Que ela possa descansar em paz."

Martin Landau e Michael Caine, que atuaram com a atriz, respectivamente, em "Cleópatra" (1963) e "X, Y e Z" (1972), fizeram declarações públicas lamentando a morte. O diretor Mike Nichols, que dirigiu Taylor em "Quem Tem Medo de Virginia Woolf" (1966), quando ganhou seu segundo Oscar de melhor atriz, deu um depoimento emocionado.

"O choque provocado por Elizabeth não era só de sua beleza. Era sua generosidade. Sua grande risada. Sua vitalidade, seja encarando uma cena complexa diante nas câmeras ou nos jantares que compartilhávamos até o amanhecer. Ela é única e eterna nos cinemas e em nossos corações."

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