Michael Douglas confessa ter vivido um "inferno" com o câncer

Ator vencedor do Oscar teve diagnosticado um tumor maligno na garganta e já passou por sessões de quimioterapia e radioterapia

EFE |

AP/Universal Orlando Resort
Ator Michael Douglas e sua mulher Catherine Zeta-Jones passeiam com filhos no Universal Orlando Resort, na Flórida
LOS ANGELES - O ator americano Michael Douglas disse que o tratamento contra o câncer que sofre foi um "inferno", embora a doença tenha lhe permitido descobrir "o que é a família", segundo uma entrevista publicada nesta terça-feira por "The Hollywood Reporter".

Douglas, de 66 anos, foi diagnosticado em agosto com um tumor maligno na garganta que já estava em fase 4, embora não tenha detectado metástases.

Desde então se submeteu a três sessões de quimioterapia e sete semanas de radiação, "o máximo nesse período de tempo", segundo palavras do ator, que qualificou a experiência como um "inferno".

O procedimento médico agressivo e a frustração com a intensiva presença de paparazzi inibiram o astro de "Wall Street - Poder e Cobiça" de passear e teve que passar a viver recluso para proteger sua intimidade.

Nos últimos meses, os tabloides acompanharam os passos do intérprete já debilitado pelo câncer e pelo tratamento. O "National Enquirer", por exemplo, chegou a dizer que Douglas estava à beira da morte. "Não leio esse tipo de coisas digam o que quiserem", comentou a atriz e esposa de Douglas, Catherine Zeta-Jones.

"O que sim me afeta é o fato de que Michael esteja aprisionado no apartamento. Mas atualmente ele está em uma curva ascendente", acrescentou Catherine.

O repórter que fez a entrevista, Stephen Galloway, retratou o ator em bom estado e "muito vivo", e disse que esteve animado durante a conversa que durou hora e meia.

Os médicos do hospital oncológico nova-iorquino Sloan-Kettering explicaram que o ator tinha 80% de chances de se recuperar do câncer e em janeiro será submetido a novos exames para comprovar se o tumor foi eliminado totalmente.

Ganhador de um Oscar por "Wall Street - Poder e Cobiça" (1987), Douglas confessou que sua situação o fez "ter uma perspectiva sobre a mortalidade", embora preferisse enfocar sua batalha médica como uma "doença que cura, e não como um assunto de vida ou morte".

O ator revelou não praticar formalmente nenhuma religião, mas acredita que existe "um espírito" dentro de cada pessoa, que se alimenta dos esforços individuais e do que se apresenta ao mundo. "Mas não é algo que venha de fora, é algo que vem de dentro", assinalou.

Para Douglas, o câncer também teve uma leitura positiva, já que lhe permitiu descobrir "o que é a família". "Mostrou para mim um amor que nunca soube que existia realmente", disse e confessou que a doença fez com que se aproximasse mais de seu pai, o veterano Kirk Douglas, de 93 anos, com quem manteve uma relação distante durante anos.

"Não pôde ser mais carinhoso. Realmente fez um esforço. Esteve aqui a cada dia. Foi fantástico", declarou e disse que quando terminar 2010 deixará para trás um ano de adversidades.

Além do diagnóstico do câncer, teve que enfretar a prisão de seu filho mais velho, Cameron, por tráfico de drogas e um julgamento contra sua ex-mulher, Diandra, que reivindicava metade de sua renda adquirida com a sequência de "Wall Street" que estreou este ano, um processo que saiu vitorioso. "Após tanta adversidade, ser capaz de estar aqui e falar cm você me faz feliz", disse ao jornalista.

O ator, que em 2010 estreou "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme" e "O Solteirão", deve rodar em 2011 "Liberace" de Steven Soderbergh e planeja fazer uma volta ao mundo com sua família.

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