"Megamente" inverte a luta do bem e do mal

Animação da DreamWorks brinca com clichês das histórias clássicas de super-heróis

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Divulgação
O vilão alienígena Megamente: mestre em clichês vilanescos como entradas triunfais e discussões pomposas com os heróis
Imagine o que aconteceria se o Coringa derrotasse o Batman, se Lex Luthor exterminasse o Super-Homem ou se o Duende Verde conseguisse acabar com o Homem-Aranha? É com esse espírito contraventor que a DreamWorks concebeu a ideia da animação "Megamente", uma história clássica da luta do bem contra o mal onde o mal curiosamente triunfa.

Logo no início a plateia é apresentada aos protagonistas da história, dois alienígenas enviados pelos pais para a Terra pouco antes de seus planetas serem destruídos. E é logo nessa primeira viagem, ainda bebês, que tem início a rivalidade de ambos, que só vai alcançar o ápice anos mais tarde, quando um se torna o super-vilão mais brilhante do mundo e o outro, seu principal super-herói.

O grande problema é que dessa vez o vigoroso Metro Men, defensor dos fracos e oprimidos, não consegue sobreviver ao plano maligno de Megamente, o que faz com que o alienígena azul, junto com seu fiel companheiro, o peixe espacial chamado de Criado, assuma de vez o controle de Metro City e do mundo - tendo como única voz crítica a repórter Rosane Rocha, principal affair do finado herói.

Com esses ingredientes, os roteiristas de "Megamente" colocam no ar a necessidade do bem para a existência - ou satisfação - do mal. E o vilão do momento, certo de que sabe "o que é bom para o mal", não poupa esforços para restabelecer o status quo do seu mundo - não sem antes divertir-se ao som de muito rock n' roll.

Apesar da proposta inovadora e das piadas eficientes, a animação não consegue fugir dos clichês comuns as histórias de super-heróis, mesmo fazendo críticas aos mesmos.

Veja abaixo o trailer de "Megamente":

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