Lei do audiovisual pode sofrer alteração

Produtora Mariza Leão, president do Sicav, fala ao iG sobre situação que depende de votação do Congresso

Valmir Moratelli, enviado a Miami (EUA) |

É com preocupação que a classe cinematográfica acompanha este segundo semester. Isso porque termina, no dia 31 de dezembro, a validade do artigo primeiro da lei do audiovisual. Este é um importante mecanismo de produção do cinema, que permite não haver editais para empresas que estão interessadas em investir em filmes.

Mariana Vianna/ Divulgação
Mariza e o marido, o diretor Sergio Rezende
“Uma empresa tem, com este artigo, a chance de disport de 3% de sua renúnica fiscal para colocar em projetos cinematográficos. É ótimo, porque não precisa lançar edital, nada disso, fechamos diretamente com empresário. Sem isto, a gente politiza demais o financiamento”, explica a produtora Mariza Leão, president do Sicav (Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual).

O diretor Mauricio Farias - que fez A Grande Família, Verônica, entre outros – comentou a situação, durante o Brazilian Film Festival Miami. “Eu já vi, nos últimos trinta anos, mudanças significativas na política do cinema nacional. A indústria audiovisual nunca foi tão bem defendida e apoiada como nos últimos anos, isso temos que admitir. Agora, temos que tomar cuidado, porque é tudo muito frágil. Qualquer passo para trás, colocamos a perder todas as recentes conquistas”, disse ele.

* O repórter viajou a convite da organização do Festival.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG