Kate Hudson segura o lacrimoso "Pronta para Amar"

Drama com Gael García Bernal mostra como proximidade da morte pode mexer com emoções

Reuters |

Quem convive e trabalha com Kate Hudson é unânime em dizer que ela ilumina o set de filmagem com seu charme e beleza. Só mesmo uma presença assim tão encantadora para prender a atenção do espectador no lacrimoso "Pronta para Amar", no qual ela protagoniza um improvável par romântico com Gael García Bernal.

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Kate Hudson e Gael García Bernal fazem o par romântico do drama "Pronta para Amar"
Desde o início sabemos que Marley (Kate) foi diagnosticada com câncer e os prognósticos dos médicos não são nada animadores. Sabemos que ela está muito doente, mas o que realmente interessa é sua relação com a morte, que a espreita, e a vida que ela sente fugindo pelos dedos.

Kate é uma publicitária criativa, que foge de relacionamentos sérios exibindo um humor corrosivo e desconcertante. O único companheiro fiel é seu cachorro, que tem o privilégio de ocupar sua cama. Ela também dedica atenção à sobrinha, bancando a babá para ajudar sua irmã, grávida do segundo filho.

Se Kate evitava se dedicar a um homem e fazer planos para o futuro – ser mãe, quem sabe –, procurando viver apenas o presente, a partir de agora ela sente que não terá como recuperar o tempo perdido.

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A atriz Whoopi Goldberg faz o papel de Deus em "Pronta para Amar"
O diagnóstico da doença lhe é dado pelo jovem médico Julian Goldstein (Gael García Bernal), um imigrante mexicano assistente de um famoso especialista em Nova Orleans, onde a história se passa.

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Aliás, a cidade berço do jazz poderia ter motivado os produtores a caprichar mais na trilha musical. A única exceção fica por conta da cena final ao som do clássico "When the Saints Go Marching In", uma verdadeira celebração, imortalizado por Louis Armstrong nos anos 1930.

Marley flerta com o tímido médico, que teme ultrapassar as linhas do relacionamento ético com sua paciente. Mas é difícil ignorar o sorriso da loirinha que o leva para dançar em baladas GLS e o apresenta a um mundo totalmente novo e efervescente.

A proximidade da morte mexe com as emoções de Marley e com a forma com que ela se relaciona com as pessoas, principalmente a mãe (interpretada por Kathy Bates) e o pai (Treat Williams), com quem sempre teve um relacionamento difícil.

O título em português ignora uma brincadeira de duplo sentido do título original ("A Little Bit of Heaven",  "Um Pedacinho do Paraíso", em tradução livre), que envolve Vinnie, um personagem secundário e divertido, e Marley.

Um bom achado do filme é escalar Whoopi Goldberg para o papel de Deus, com quem Marley se encontra em alguns momentos em que está desacordada e mantém diálogos surreais. Tudo a ver com o espírito mágico de Nova Orleans, onde as bandas de jazz acompanham funerais e, na volta, celebram a vida que continua.

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