Justiça suíça liberta Roman Polanski

Cineasta estava detido há nove meses por processo que corre nos EUA

iG São Paulo com agências |

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O diretor Roman Polanski (em foto de arquivo), 76 anos, vai finalmente poder deixar a prisão domiciliar
A ministra da Justiça suíça, Eveline Widmer-Schlumpf, rejeitou na manhã desta segunda-feira (12) o pedido de extradição aos Estados Unidos do cineasta franco-polonês Roman Polanski, preso há nove meses no país. Widmer-Schlumpf declarou em uma coletiva de imprensa em Zurique que as investigações não conseguiram excluir os "vícios" do processo movido pela justiça norte-americana e que o diretor de 76 anos era agora um homem livre. O advogado do cineasta e os embaixadores dos EUA, França e Polônia na Suíça foram informados da decisão.

A Suíça estudou durante meses a demanda de extradição de Polanski aos EUA, em um caso que estampou as capas de jornais do mundo todo. A justiça norte-americana quer julgar o cineasta por ele ter mantido relações sexuais em 1977 com uma adolescente de 13 anos, à qual supostamente teria drogado. Em 1978, na véspera de seu julgamento, Polanski, com medo de receber uma pena de até 50 anos de prisão, deixou os Estados Unidos e vive na Europa desde então, sem nunca ter voltado a território norte-americano.

O diretor – ganhador do Oscar pelo filme O Pianista (2002) – chegou anos depois a um acordo com a garota e sua família, que retirou todas as acusações e se pronunciou publicamente pelo arquivamento definitivo do caso, mas juízes dos EUA consideram que o delito não prescreveu e que o cineasta deve ser julgado.

Polanski foi detido em setembro de 2009 após aterrissar na Suíça para receber um prêmio pelo conjunto da obra em um festival de cinema. O diretor passou dois meses em uma penitenciária e depois ganhou autorização para aguardar a decisão definitiva em prisão domiciliar, que cumpre há sete meses em uma residência que possui na localidade de Gstaad, uma luxuosa estação de esqui nos Alpes. Desde então, Polanski recebeu diversas demonstrações de solidariedade, particularmente de figuras da política e do mundo das artes francesas.

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