Julia Roberts descobre o prazer de ser má em "Espelho, Espelho Meu"

Atriz afirma ter gostado de interpretar vilã em uma das versões de Branca de Neve no cinema

AFP |

Divulgação
Julia Roberts em "Espelho, Espelho Meu": vilã
Afastada das câmeras para se dedicar aos três filhos, Julia Roberts descobriu "o prazer de ser malvada" ao interpretar a cruel madrasta de Branca de Neve, em uma nova adaptação do clássico dos irmãos Grimm. "Espelho, Espelho Meu" estreia nesta sexta-feira (30) nos Estados Unidos e na próxima semana no Brasil, sob a direção do indiano Tarsem Singh ("Imortais").

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A fábula dos sete anões está na moda nos Estados Unidos. Em junho estreia "Branca de Neve e o Caçador" , com Charlize Theron no papel da rainha malvada e a estrela da série "Crepúsculo", Kristen Stewart, como Branca de Neve. E o balé "Branca de Neve", do francês Angelin Preljocaj, faz uma turnê em abril e maio pela América do Norte.

Aos 44 anos e ainda queridinha dos norte-americanos, Julia Roberts emprestou seu famoso sorriso a vários contos de fada modernos – como "Uma Linda Mulher" (1990) e "Erin Brockovich - Uma mulher de talento" (2000) –, mas até há pouco tempo não se sentia particularmente atraída por um conto "clássico".

"Quando me disseram ao telefone: 'Estamos preparando uma adaptação da Branca de Neve', realmente não me chamou a atenção", disse a atriz à imprensa na apresentação do filme em Santa Mônica, balneário a oeste de Los Angeles. "Até que Tarsem me seduziu, à sua forma maliciosa, e vi o roteiro e percebi que realmente havia algo interessante ali."

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Embora o filme retome a trama universalmente popularizada pelo desenho animado de Walt Disney, utiliza um tom diferente, ora decididamente cômico, ora absurdo, criando um mundo visual mais próximo de "Alice no País das Maravilhas" do que dos irmãos Grimm.

Para Roberts, o problema do filme não é se distanciar o máximo possível da versão da Disney, "mas mudar de tom, criar outra relação" entre Branca de Neve (interpretada pela jovem britânica Lily Collins) e sua madrasta. "A mim parece que o público gosta das variações."

nullA atriz disse ter se divertido com o papel da madrasta cruel. "Foi um prazer interpretar esta vilã porque nenhuma norma verdadeira se aplica realmente a ela", observou. "Podia fazer qualquer coisa e me soltar em qualquer direção, a qualquer momento, se para mim fizesse sentido. Neste aspecto foi muito divertido."

O vento da modernidade sopra também sobre o personagem de Branca de Neve, disse Lily Collins. "É uma jovem atual, que pode salvar o príncipe tão facilmente quanto o príncipe a salva", afirmou. "Ela vira uma lutadora, física e emocionalmente, que passa da princesa jovem e inocente que todo o mundo conhece à mulher que encontra em si própria a força para lutar pelo que acredita", explicou a atriz de 23 anos, filha do cantor Phil Collins.

Embora "Espelho, Espelho Meu" seja um filme família – enquanto "Branca de Neve e o Caçador" é muito mais sombrio –, Roberts disse não ter intenção de levar os gêmeos Hazel e Phinnaeus (7 anos) nem Henry (4 anos) a assisti-lo, porque em sua casa não se vê televisão.

"Em casa temos uma norma bastante rígida com relação à televisão. Preferimos os livros", disse. "Quero dizer, estes pequenos momentos antes de ir para a cama, preferimos passá-los falando, comentando o nosso dia e lendo livros."

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