José Wilker leva personagem Giovanni Improtta para o cinema

Ator estreia na direção com filme sobre o bicheiro de "Senhora do Destino"

Agência Estado |

Divulgação
José Wilker como Giovanni Improtta na novela "Senhora do Destino"
José Wilker achou Giovanni Improtta um personagem tão "felomenal" que bastaram dois dias depois de finda a novela "Senhora do Destino" para ele telefonar para Aguinaldo Silva e pedir: queria comprar do autor o direito de continuar na pele da figura, espécie de bicheiro do bem - agora, no cinema.

Primeira direção da carreira de 50 anos do ator, o filme sai passados seis anos, 12 versões de roteiro e a tradicional aporrinhação em busca de patrocínio. Wilker tinha convidado Cacá Diegues para dirigir. Mas Cacá devolveu o convite: ele produziria e o amigo seria o diretor.

As filmagens, no Rio, começaram na segunda semana de abril. Se na novela o contraventor de gravata-borboleta vivia a mendigar o amor da heroína Maria do Carmo (Susana Vieira), no longa ele contracena com a cúpula do jogo do bicho, à qual quer porque quer pertencer -, a mulher (Andrea Beltrão), a amante (Júlia Gorman), o vereador que apadrinha (Telmo Fernandes).

Na Assembleia Legislativa do Rio foi filmada uma reunião dos chefões do jogo do bicho: Osíris (Milton Gonçalves), Dom (Othon Bastos) e Cantagalo (Hugo Carvana). A sala conhecida como "Furna da Onça", usada para conversas reservadas pelos parlamentares, virou camarim. "Estamos fazendo uma comédia leve, que mostra como é o Brasil", analisou Milton.

Wilker estava animado: "Levei um mês para dizer 'sim' para o Cacá. Eu duvido sempre das coisas. Até que chegou uma hora em que a dúvida se transformou numa grande vontade de encarar o desafio".

Giovanni apareceu pela primeira vez na década de 80, num livro de Aguinaldo Silva. Na TV, às voltas com sua paixão madura e sua "Ninfa Bebê", acabou ofuscado pelas maldades da assustadora vilã Nazaré, de Renata Sorrah, que arrebatou os noveleiros e tirou o sono de muita criancinha. Nos cinemas, no próximo do verão, é Giovanni quem quer nos conquistar, com seus erros toscos de português, certa ingenuidade e o apego à notoriedade.

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