José Alvarenga: ¿A gente precisa do sentimento do humor¿

Diretor de ¿Cilada.com¿ conversa com iG sobre a adaptação do programa de TV para o cinema

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Fabrizia Granatieri
Papo no set: José Alvarenga, diretor do filme "Cilada.com"

Leia também: Confira detalhes dos bastidores do filme “Cilada.com”

iG: Como surgiu a ideia de levar “Cilada.com” para as telonas?
JOSÉ ALVARENGA
: Sempre tivemos, Bruno e eu, a vontade de fazer um trabalho juntos. Desenvolvemos vários projetos para a TV, como “A Diarista”. Mas era hora de fazer algo para o cinema. O personagem do Bruno é um cara que passa por várias situações absurdas, mas não é um bundão. Isso é um ponto interessante do “Cilada.com”.

iG: No que o filme difere do programa de televisão?
JOSÉ ALVARENGA
: A diferença está na abordagem mais complexa que o cinema precisa ter. Na TV Bruno tinha uma namorada, agora ele passa por vários perrengues para arrumar uma outra mulher. São as mesmas ciladas. Na praia, no shopping, na festa... Só que em busca de um amor.

iG: O público do “Cilada” é de TV por assinatura. Isso é um problema para atingir o maior número de pessoas no cinema?
JOSÉ ALVARENGA
: O público da TV por assinatura é em torno de 26 milhões de pessoas distribuídas por mais de 200 canais. A audiência é diferente. Depois o programa ganhou um quadro na TV aberta, no “Fantástico”, onde o público é bem mais abrangente. O cinema vem se somar a isso. As pessoas que já viam o programa vão se identificar com a história. E quem não conhecia vai se divertir, tenho certeza.

iG: O cinema nacional atravessa um bom momento de bilheteria. Como manter este desempenho?
JOSÉ ALVARENGA
: É inegável que estamos num bom momento. Mas veja, este bom momento vem desde 2003, quando 25% das salas de exibição foram ocupadas pro produções nacionais. O que importa é continuarmos fazendo filmes interessantes, com boas histórias, para um vasto público. Só assim manteremos o bom andamento em 2011...

iG: Entre seus filmes de sucesso, estão alguns dos Trapalhões e, mais recentemente, “Divã” e “Os Normais”. Você prefere as comédias?
JOSÉ ALVARENGA
: A tendência natural do cinema sempre foi a comédia. Desde o cinema mudo é assim. A gente precisa do sentimento do humor para nos tirar do sério em reflexões sobre a vida, para nos fazer pensar sobre nós mesmos. É possível também fazer isso com o drama, mas com a comédia á mais divertido, lógico.

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