Jesse Eisenberg e Daniel Burman são atrações de mostra em SP

Festival de Cinema Judaico projeta 40 filmes na cidade; diretor argentino exibe documentário

Agência Estado |

O Festival de Cinema Judaico de São Paulo chega à sua 15ª edição querendo rejuvenescer a faixa etária de seus espectadores. "O grande público do festival é de pessoas acima dos 40 anos", observa Daniela Wasserstein, curadora desde a primeira mostra, em 1996. Para tentar chamar a atenção dos mais jovens para os filmes que de algum modo abordam a cultura judaica, Daniela conta que teve a preocupação de escolher mais comédias em relação às mostras anteriores para a seleção deste ano, além de trabalhos com temáticas mais ligadas aos interesses desse público.

No total, serão exibidas, a partir de hoje e até domingo, em seis salas, 40 produções, que apresentam uma diversidade não apenas de gêneros e estilos, mas também de origem. Há representantes da cinematografia de Israel, Brasil, China, Estados Unidos, Índia, México, Argentina, Canadá, Dinamarca, Espanha, França, Polônia, República Checa, Suécia, Suíça e Alemanha.

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Jesse Eisenberg vive judeu ortodoxo envolvido com o tráfico em "A Conexão Judaica"
Como exemplo de produções que devem agradar ao público mais jovem, Daniela cita o filme americano "A Conexão Judaica", de Kevin Ach, que participou do Sundance Film Festival de 2010. Nesta história, inspirada em fatos reais ocorridos no final dos anos 90, o ator Jesse Eisenberg, que foi Mark Zuckerberg, o dono do Facebook, em "A Rede Social", interpreta um jovem judeu religioso do Brooklyn, em Nova York, infeliz com o rumo que sua família quer dar à vida dele. À espera de um casamento arranjado e estudando para ser rabino, o jovem acaba se envolvendo com o tráfico internacional de ecstasy.

A comédia romântica "Salsa Tel Aviv", coprodução entre Israel e México, dirigida por Johanan Weller, também se destaca na programação. A personagem principal é Vicky, interpretada pela atriz mexicana Angélica Vale, protagonista da novela "A Feia Mais Bela", que foi exibida pelo SBT. No filme, Vicky viaja para Israel com o objetivo de encontrar o marido, um professor de salsa que vive na ilegalidade. No caminho, ela conhece um tímido professor universitário que vai ajudá-la a passar pela alfândega.

Outra comédia da mostra é "Oy Vey! Meu Filho é Gay!", produção americana, escolhida como melhor filme segundo o júri popular do Festival de Cinema Judaico de Miami. Toda sexta-feira, a mãe de um jovem judeu convida uma garota judia para o jantar de Shabat na esperança de que ele se case com ela. Em um desses jantares, o rapaz revela que está saindo com uma pessoa. Só que a mãe está sempre muito ocupada para que ele a conte sobre sua orientação sexual.

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"Os 36 Justos", documentário do argentino Daniel Burman, que estará em São Paulo
O cineasta argentino Daniel Burman , diretor de filmes como "Esperando o Messias" (2000), "O Abraço Partido" (2004) e "Dois Irmãos" (2010), é o convidado desta edição e vai apresentar o documentário "Os Trinta e Seis Justos". Neste filme, o diretor acompanha um grupo de judeus ortodoxos em sua peregrinação anual aos túmulos de "tzadikim" (justos) – líderes espirituais do judaísmo ortodoxo – na Rússia, Ucrânia e Polônia. O diretor estará presente nas projeções, no sábado, às 16h30, no CineSesc, e no domingo, às 18h, na Hebraica (Teatro Anne Frank). Burman também participa de uma projeção de seu filme e de posterior bate-papo na Faap, na segunda-feira, evento voltado apenas aos alunos da instituição.

Programas especiais

A curadora do festival também gostaria que as novas gerações apreciassem o clássico "Um Violinista no Telhado", que completa 40 anos em 2011. A versão cinematográfica do musical baseado nas histórias do escritor Sholem Aleichem, que ganhou o Oscar de fotografia e de trilha sonora, terá uma sessão "Sing a Long", com atores cantando ao vivo e interagindo com a plateia no Teatro Anne Frank, na Hebraica, no sábado, às 14h.

Já as crianças, neste mesmo dia e horário, também na Hebraica, mas no Teatro Arthur Rubinstein, poderão assistir a "Uma Garota Judia em Xangai", com a dublagem feita ao vivo. O filme é a primeira animação chinesa a retratar o Holocausto.

Além das duas salas na Hebraica, o festival terá sessões no CineSesc, no Cinemark Higienópolis (Shopping Pátio Higienópolis), Centro de Cultura Judaica, no Cine Livraria Cultura. Mais informações no site do festival .

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