"Fúria Sobre Rodas" traz Cage contra força sobrenatural

Fracasso de bilheteria nos EUA, filme de ação em 3D é novo equívoco do astro

Reuters |

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Nicolas Cage é o inimigo de uma seita satânica no equivocado filme de ação "Fúria Sobre Rodas"
O ditado "o diabo não é tão feio quanto se pinta" parece ter sido criado por um espectador do filme "Fúria Sobre Rodas", o novo equívoco cometido por Nicolas Cage, que circula em cópias convencionais e 3D a partir de sexta-feira.

O ator empresta seu carisma e prestígio para dar vida a um projeto do diretor Patrick Lussier. E novamente a história tem lances sobrenaturais, como em "Caça às Bruxas" , o filme anterior de Cage.

Não é preciso nem estar muito atento à tela para perceber de imediato que o anjo das trevas está envolvido na trama e poderá até dar uma mãozinha ao protagonista que luta, justamente, contra uma seita satânica.

O filme começa com uma cena violenta de ação, em que um grupo de gente mal-encarada é perseguido por Nicolas Cage, no papel de John Milton (não por acaso o nome do poeta inglês do século 17, autor do clássico "O Paraíso Perdido"). Esse primeiro combate é vencido com muita destruição, membros decepados, explosões e incêndios por Milton, que quer arrancar das vítimas o paradeiro de uma criança sequestrada, em poder de membros de uma seita misteriosa, que pretende sacrificar o bebê para trazer o reinado de satã à Terra.

Ao contrário do poeta, o Milton encarnado por Cage é um homem de pouquíssimas palavras e nenhuma rima. Um pouco mais desse mistério será conhecido com a entrada em cena de Piper (Amber Heard), uma garçonete que vê sua vida virar de pernas para o ar no momento em que concordou em dar carona ao rapaz, sem saber o risco que passaria a correr.

Ao mesmo tempo em que busca encontrar os raptores do bebê, Milton também é perseguido por membros da seita, que o julgavam morto num confronto anterior. E apesar de estar bem vivo, há algo de estranho em suas ações e em seu comportamento.

O clima começa a ganhar contornos sobrenaturais com a chegada de outro personagem, que se apresenta como Contador (William Fichtner), que também está no encalço de Milton, mas por outros motivos. É a presença enigmática do Contador que alimenta o pouco de mistério necessário para que a plateia permaneça bravamente em suas cadeiras a partir da metade final do filme.

A parceira feminina não acrescenta muito à história, a não ser para comprovar o velho clichê da mocinha que deve ficar longe da confusão, mas acaba se deixando capturar e obrigando o mocinho a soltar suas armas para que ela não seja morta. Era assim no velho Oeste e continua assim nos roteiros tão pouco imaginativos de Hollywood hoje. O filme foi um estrondoso fracasso de bilheteria nos Estados Unidos e, por conta disso, talvez não ganhe uma sequência, como a cena final parece indicar.

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