Filme sobre Ronald Reagan é esperado para 2011

Longa será baseado em duas biografias best-sellers do 40o presidente norte-americano escritas por Paul Kengor

Reuters |

AP
O então presidente dos EUA Ronald Reagan faz discurso histórico em 1987 pedindo a queda do Muro de Berlim
A história da vida de Ronald Reagan - de sua infância, passando por sua fase de ator de Hollywood, até virar líder do mundo livre - está prestes a chegar às telonas sob ótica muito diferente da minissérie que causou tantas reações sete anos atrás. Intitulado Reagan e tendo orçamento de produção de 30 milhões de dólares, o filme está previsto para ser lançado no fim de 2011 e será baseado em duas biografias best-sellers do 40o presidente norte-americano escritas por Paul Kengor: The Crusader e God and Ronald Reagan .

O roteiro foi escrito por Jonas McCord, que não era fã de Reagan. "Eu era da opinião que ele era, na melhor das hipóteses, um mau ator, e na pior, um palhaço", disse McCord. Mas o roteirista, cujos créditos incluem Malice e O Corpo , disse que se sentiu atraído pelo projeto quando pesquisou a criação do ex-presidente. Ele descreveu a infância de Reagan como "uma pintura surreal de Norman Rockwell, com seu pai católico e alcoólatra, mãe cristã devota, irmão católico e os pensionistas que a família hospedava, e que mudavam sempre."

O filme vai começar com o atentado de 1981 contra Reagan e contar a história do ex-presidente por meio de flashbacks e flashforwards. Ainda não foram escolhidos atores ou diretor. A última tentativa de Hollywood de contar a história de Reagan foi a minissérie de 2003 The Reagans , protagonizada por James Brolin. A minissérie seria transmitida pela CBS até estourar uma polêmica em torno de seu alegado viés esquerdista, quando ela foi relegada à emissora a cabo Showtime, sendo vista por 1,2 milhão de pessoas.

"Apenas em Hollywood seria possível fazer um filme insultuoso sobre uma figura histórica muito amada, contratar um ator que odeia o homem, ver a produção fracassar comercialmente e então concluir que os americanos não querem ver um filme sobre ele", comentou o produtor Mark Joseph, que adquiriu os direitos sobre os livros quatro anos atrás.

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