Festival completa 15 anos levando cinema brasileiro para o exterior

Desafio é aumentar interesse pela produção nacional na Ásia e África

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Completando 15 edições, Circuito Inffinito de Festivais se prepara para mais uma rodada de eventos internacionais. Na manhã desta segunda-feira, 6, foi realizado um encontro para debater o cinema brasileiro no Copacabana Palace, zona sul do Rio.

A mesa contou com a presença das produtoras Mariza Leão, Bianca de Felippes, Iafa Britz , José Wilker , crítico Wilson Cunha e o diretor Paulo Sérgio Almeida. Durante o debate, foi aberto espaço para que o público em geral pudesse enviar perguntas pela rede social do twitter.

“Quando o circuito exibiu 'O Homem do Ano' (7º Brazilian Film Festival of Miami, em 2003), um dos jurados americanos me disse ‘ mas isso não é cinema brasileiro’. Ora, por que não é cinema brasileiro? Só porque é bem feito?”, disse Lucy Barreto, que foi presidente do júri no 7º Brazilian Film Festival of Miami e faz parte do time que assina a curadoria do Circuito Inffinito de Festivais 2011.

Mariana Vianna/ Divulgação
José Wilker
José Wilker falou sobre a relação que o Brasil precisa estabelecer com os países vizinhos. “É fundamental que a gente exiba filmes nos Estados Unidos, no Canadá, em Londres. Mas vamos catar público na América Latina. Aqui tem um público ávido pelo cinema brasileiro. Eles sabem de tudo, fiquei impressionado. Sabem até o meu endereço, se duvidar”, brincou Wilker.

A primeira etapa internacional, o 9º Cine Fest Petrobras Brasil – Nova York, acontece de 12 a 19 de junho, no Tribeca Cinemas, em Nova York. Sobre a importância desse tipo de evento, Wilker falou da oportunidade de se negociar títulos nacionais. “Abre portas porque dá maior visibilidade para filmes produzidos aqui. Além de ser uma mostra que, além de premiar filmes, vai além disso, também negocia os títulos”, conta.

Adriana Dutra, uma das organizadoras do Circuito Inffinito de Festivais , falou ainda da dificuldade de se estabelecer um programa de patrocínio a longo prazo para o evento. “Todo ano temos que recomeçar do zero, literalmente. Quem vive do cinema precisa estar sempre apto a lidar com crises”, disse Adriana.

O desejo das organizadoras é expandir, nos próximos anos, o circuito cinematográfico para África e Ásia.


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