Fernando Morais lança livro em agosto e revela projetos no cinema

Jornalista vai publicar "Os Últimos Soldados da Guerra Fria" e prepara filme sobre contrabando de crianças de Cuba para os EUA

Marco Tomazzoni, enviado a Paulínia |

Em Paulínia para acompanhar a exibição de "Corações Sujos" , filme baseado em seu livro homônimo, sobre os imigrantes japoneses no Brasil no período pós-Segunda Guerra, o jornalista e escritor Fernando Morais adiantou que seu novo trabalho, "Os Últimos Soldados da Guerra Fria", será finalmente publicado pela Companhia das Letras no próximo mês.

Segundo ele, os direitos da adaptação para o cinema, adquiridos pelo produtor Rodrigo Teixeira, foram negociados "antes da primeira sílaba ter sido escrita". O dinheiro da venda, inclusive, financiou as mais de 20 viagens que Morais fez aos Estados Unidos e Cuba para entrevistar presos e policiais, entre outras fontes.

"Os Últimos Soldados da Guerra Fria" vai contar a história de cinco agentes secretos cubanos que atuavam nos EUA, foram descobertos e cumprem até hoje pena no país. O autor dedicou cinco anos às pesquisas para elaborar o livro.

Morais também afirmou que, depois de "Corações Sujos", já tem outro projeto engatilhado com o diretor Vicente Amorim. A dupla pretende levar às telas os bastidores da Operação Peter Pan, levada a cabo pela igreja católica e a CIA, o serviço secreto norte-americano, em Cuba na década de 1960. Cerca de 14 mil crianças teriam sido contrabandeadas do "inferno comunista", segundo Morais, para o "paraíso capitalista dos Estado Unidos" e entregues à adoção. A grande maioria nunca mais viu seus pais biológicos.

O jornalista também comentou que outros dois livros seus tiveram os direitos comprados para o cinema: "Na Toca dos Leões", sobre a criação da agência W/Brasil e o sequestro do publicitário Washington Olivetto, que deve ser filmado por Fernando Meirelles; e "Montenegro", a respeito de Casimiro Montenegro Filho, pioneiro da aviação nacional, que deve chegar aos cinemas pelas mãos de João Batista de Andrade e Claudio Kahns.

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