"Febre do Rato" conquista oito prêmios em Paulínia

Filme de Cláudio Assis é o melhor da noite, seguido por "O Palhaço", com quatro troféus; "Rock Brasília" vence como documentário

Marco Tomazzoni, enviado a Paulínia | 14/07/2011 23:48

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Último longa-metragem exibido na competição de ficção, “Febre do Rato”, do diretor pernambucano Cláudio Assis, conquistou oito prêmios no Paulínia Festival de Cinema 2011 na noite desta quinta-feira (14). O filme foi eleito o melhor do evento pelo júri oficial e pela crítica, além de vencer como melhor ator (Irandhyr Santos), atriz (Nanda Costa) e em quatro categorias técnicas. No total, “Febre do Rato” receberá R$ 370 mil da organização.

Foto: Divulgação/Agência Foto

O diretor Cláudio Assis e o ator Irandhyr Santos, de "Febre do Rato", exibem seus prêmios em Paulínia

Na primeira vez que pisou no palco do Theatro Municipal, pouco depois da exibição de “Assalto ao Banco Central”, Cláudio Assis atendeu aos pedidos de “beija” da plateia – na noite anterior, havia beijado na boca toda a equipe e os apresentadores Marina Person e Rubens Ewald Filho – fazendo um mimo no troféu do festival, chamado de Menina de Ouro.

Foto: Divulgação/Agência Foto Ampliar

Selton Mello, melhor diretor por "O Palhaço"

“Eu não faço filme para ganhar prêmio, mas para conquistar o público, para conquistar as pessoas que amo”, disse mais tarde. Agradeceu aos colegas, que “acreditam na sua loucura”, e não titubeou ao ouvir gritos de “Pernambuco” ecoando pelo teatro. “Eu não faço cinema de Pernambuco, faço cinema do mundo”, garantiu.

A atriz Nanda Costa, por sua vez, contou como fez para superar a ansiedade enquanto aguardava a confirmação se ia participar do longa. “Lembrei de uma frase de Clarice Lispector que diz: 'depois do medo, vem o mundo'. O cinema é isso.”

Escrito e dirigido por Selton Mello, “O Palhaço” venceu como melhor diretor, roteiro, ator coadjuvante (Moacyr Franco) e figurino. Selton dedicou o prêmio de direção a Paulo José, seu colega em cena, “um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos”, e ao público da cidade, pela “sessão de cinema mais linda” de sua vida. “Sou um neófito [nessa categoria]. Como ator, tenho 30 anos de carreira, mas como diretor ainda tenho que comer muito feijão, e quero comer muito feijão.”

Foto: Divulgação/Agência Foto Ampliar

Nanda Costa, melhor atriz por "Febre do Rato"

Na ausência de Moacyr Franco, Selton recebeu em seu lugar a estatueta de ator coadjuvante – Franco tem apenas uma cena em “O Palhaço”. “Convidei ele para fazer esse filme e, no fim das filmagens, me disse que, aos 75 anos, aquela era a primeira vez que ele fazia um trabalho para o cinema.”

Festival de Paulínia 2011 mostra avanço na seleção

Documentário e curtas-metragens

“Rock Brasília – Era de Ouro”, de Vladimir Carvalho, foi escolhido melhor documentário pelo júri oficial. O filme flagra a ascensão da cena musical que revelou ao país Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial e revolucionou o rock brasileiro. Um dos mais experientes documentaristas do país, Vladimir retribuiu aos agradecimentos do irmão, Walter Carvalho, vencedor de melhor direção de fotografia por “A Febre do Rato”, que enviou uma mensagem ao festival, e à sua equipe.

“Conquistar esse prêmio é algo muito especial para quem está na estrada há 50 anos, como se fosse uma injeção de ânimo, a possibilidade de materializar o que foi sonhado. Mas nem tudo são flores no âmbito do cinema brasileiro. Há muita luta para lutar, muita conquista para ser batalhada”, assinalou.

A comédia “Onde Está a Felicidade?”, dirigida por Carlos Alberto Riccelli e escrita por sua mulher, a atriz Bruna Lombardi, foi escolhida como melhor filme pelo júri popular e ganhou o prêmio de atriz coadjuvante para a espanhola María Pujalte. Incrédula e muito emocionada, Bruna agradeceu a escolha – “o voto do público é o melhor que um filme pode ter” – e lembrou sua infância.

“Meu pai viveu de cinema. Tivemos altos e baixos a vida inteira, mas a gente acreditava nisso. Eu vivia em meio a latas de filme, a artistas famosos. Vivia essa mágica, e agora posso passar essa mágica às pessoas, trazendo felicidade.”

Nos curtas-metragens nacionais, “Tela”, de Carlos Nader, foi eleito melhor filme pelo júri oficial e pela crítica. O diretor dedicou o prêmio aos demais concorrentes do gênero. “Escrevi esse roteiro há 20 anos. Nós somos o presente do cinema, mas eles com certeza são o futuro.” Na categoria de curta-metragem regional, que só tinha três concorrentes, o grande vencedor foi “Argentino”, de Diego da Costa, ganhador de melhor filme, direção e do júri popular.

Confira a lista completa de premiados do Paulínia Festival de Cinema 2011.

Longa-metragem
Melhor filme – ficção: “Febre do Rato”, de Cláudio Assis
Melhor documentário: “Rock Brasília”, de Vladimir Carvalho
Prêmio Especial do Júri: “Trabalhar Cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra
Melhor diretor – ficção: “O Palhaço”, Selton Mello
Melhor diretor – documentário: “Ela Sonhou que Eu Morri”, de Maíra Bühler e Matias Mariani
Melhor ator: Irandhyr Santos, “Febre do Rato”
Melhor atriz: Nanda Costa, “Febre do Rato”
Melhor ator coadjuvante: Moacyr Franco, “O Palhaço”
Melhor atriz coadjuvante: María Pujalte, “Onde Está a Felicidade?”
Melhor roteiro: “O Palhaço”, de Selton Mello e Marcelo Vindicatto
Melhor fotografia: “Febre do Rato”, Walter Carvalho
Melhor montagem: “Febre do Rato”, Karen Harley
Melhor som: “Trabalhar Cansa”, Daniel Turini, Fernando Henna e Gabriela Cunha
Melhor direção de arte: “Febre do Rato”, Renata Pinheiro
Melhor trilha sonora: “Febre do Rato”, Jorge du Peixe
Melhor figurino: “O Palhaço”, Kika Lopes

Curta-metragem nacional
Melhor filme: “Tela”, de Carlos Nader
Melhor direção: “Uma Primavera”, de Gabriela Amaral Almeida
Melhor roteiro: “O Pai Daquele Menino”, de Gustavo Suzuki

Curta-metragem regional
Melhor filme: “Argentino”, de Diego da Costa
Melhor direção: “Argentino”, de Diego da Costa
Melhor roteiro: “3X4”, de Cauê Nunes

Prêmios da Crítica
Melhor longa-metragem de ficção: “Febre do Rato”
Melhor documentário: “Uma Longa Viagem”
Melhor curta-metragem: “Tela”

Prêmios do Júri Popular
Melhor longa-metragem de ficção: “Onde Está a Felidade?”, de Carlos Alberto Riccelli
Melhor documentário: “À Margem do Xingu”, de Damià Puig
Melhor curta-metragem nacional: “Café Turco”, de Thiago Luciano (SP)
Melhor curta-metragem regional: “Argentino”, de Diego da Costa

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