Erotismo e suspense em thriller clichê

Adaptação do romance "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" não consegue fugir da cartilha de histórias de assassinato e mistério

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Baseado no romance homônimo do jornalista sueco Stieg Larsson, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" é um thriller com toques de erotismo e um pouco de sadismo, protagonizado por uma detetive de visual "punk gótico" - com direito a piercings, tatuagens e toda atitude anti-social que parece vir normalmente no pacote - e um repórter de meia-idade cuja vida profissional é abalada por um processo de calúnia.

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A atriz Noomi Rapace faz a detetive "punk gótica" de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
O destino de ambos se cruza durante a investigação do desaparecimento da jovem Harriet Vanger (Ewa Fröling), uma das muitas herdeiras de uma família de industriais, cujo tio tem motivos para acreditar que foi assassinada há 36 anos.

Instigado pelo trabalho do jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), que acaba de ser condenado após uma falsa denúncia contra um empresário poderoso, o milionário Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) oferece uma boa quantia de dinheiro para que ele descubra o que realmente aconteceu com sua sobrinha.

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Michael Nyqvist é o jornalista que cai em desgraça e chama a atenção de um rico industrial
Apesar de todo o profissionalismo, a investigação do repórter só avança com o surgimento da jovem Lisbeth Salander (Noomi Rapace), a hacker/detetive que acaba de enfrentar - em cenas não recomendadas à menores de 18 anos - o novo administrador de suas finanças, um dos homens que definitivamente não ama as mulheres, como alerta o título do filme.

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Apesar dos ingredientes interessantes, o longa-metragem do diretor Niels Arden Oplev deixa a desejar ao seguir à risca a cartilha de histórias de assassinato e mistério, com direito a um crime ocorrido em uma propriedade isolada onde vivem os membros de uma família rica - todos, aliás, integrantes de uma lista de suspeitos cheios de motivação.

Como se isso não bastasse, o cineasta não consegue usar a trilha sonora a seu favor, tornado-a parte de uma sucessão de clichês do gênero, que conta com as frases "Como não vimos isso antes?" e o famoso "Não pode ser!" no momento da grande revelação do(s) culpado(s). Resta torcer para que suas duas sequências, "A Menina que Brincava com Fogo" e "A Rainha do Castelo de Ar", não caiam na mesma cilada.

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