Em "Precisamos Falar Sobre o Kevin", mãe sofre com filho psicopata

Tilda Swinton estrela drama sobre adolescente assassino nos Estados Unidos

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Baseado no romance homônimo de Lionel Shriver, "Precisamos Falar Sobre o Kevin", da diretora Lynne Ramsay, retrata a angústia da mãe de um jovem psicopata, desde o nascimento da criança até a sobrevida que passa a levar após o filho promover um massacre em sua escola.

Divulgação
Ezra Miller e Tilda Swinton em um dos confrontos entre mãe e filho de "Precisamos Falar Sobre o Kevin"
Seguindo o estilo narrativo do livro, o drama não usa edição linear, indo e voltando constantemente na história de Eva Khatchadourian, uma jovem escritora que é obrigada a desistir de seu projeto de viajar pelo mundo para criar o primeiro filho, Kevin.

Se a maternidade já não era o sonho da moça, o menino só colabora para aumentar seu desgosto, promovendo discórdia entre ela e o marido desde os primeiros dias de vida. De um bebê que não para de chorar ao adolescente que confronta a mãe constantemente, Kevin se transforma em um dos maiores pesadelos que os pais podem ter - e algo que pode assustar aqueles que têm dúvida sobre ter ou não filhos.

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Um dos trunfos do longa é a ausência de explicação sobre Kevin ser o que é. A diretora não se preocupa em apontar um culpado ou propor soluções, da mesma forma que não dá chances de a plateia simpatizar com o rapaz. Ao contrário de outros vilões, Kevin é indefensável.

Outro ponto positivo é a escolha do elenco. Enquanto o estreante Ezra Miller surpreende como o psicopata adolescente, John C. Reilly demonstra novamente sua vocação para interpretar um marido banana, papel feito por ele em "As Horas" e "Chicago", ambos de 2002.

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Mas o brilho de "Precisamos Falar Sobre o Kevin" é mesmo a ótima Tilda Swinton, ganhadora do Oscar de atriz coadjuvante em 2008 por "Conduta de Risco". Esquecida pela Academia na premiação desde ano , a britânica mostra competência ao não transformar Eva em vítima, heroína ou vilã da história.

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