Em busca de originalidade, Hollywood investe em remakes

Cresce o número de versões norte-americanas para filmes europeus e asiáticos

Ricardo Calil, colunista do iG |

Divulgação
Cena de "Deixe-me Entrar", refilmagem americana do sueco "Deixa ela Entrar"
Não chega a ser uma novidade a fato de Hollywood compensar uma crise de criatividade com a produção de remakes. Ainda assim, o número de refilmagens previstas para os próximos meses impressiona. Em alguns sites americanos , foram listados nada menos do que 50 remakes em planejamento, em produção ou lançados recentemente.

Em sua maioria, são novas versões para velhos sucessos hollywoodianos, dos mais variados estirpes, de “Porky’s” a “Os Pássaros”, de “Footloose” a “Warriors”. Mas chama atenção na lista o crescimento das refilmagens de produções estrangeiras. Em sua busca por alguma originalidade, Hollywood tem ido cada vez mais longe.

“Deixe-me Entrar” , versão americana do sueco “Deixa Ela Entrar’ que estreia hoje no Brasil, é exemplo claro dessa tendêcia. De origem sueca, haverá também em breve a versão americana de “O Homem que Não Amava as Mulheres”, adaptação do best-seller de Stieg Larsson, desta vez protagonizada por Daniel Craig.

O que não é, convenhamos, o caso de “O Turista” , versão hollywoodiana do francês “Anthony Zimmer - A Caçada” em cartaz no Brasil. Nem as presençsa de Angelina Jolie e Johnny Depp conseguiram salvar a produção do fracasso comercial e artístico.

Se a Europa tem aumentado sua presença nos remakes americanos, o Japão segue firme como a principal fonte de material reciclável para Hollywood, em especial quando se fala no gênero de horror. Depois daquela leva dos anos 00, como “O Chamado”, “Água Negra”, “O Grito”, há uma nova em vista, com refilmagens de “Battle Royale” e “Death Note” em produção. Além disso, “Akira”, clássico da animação japonesa, deve ganhar uma versão americana com atores “em carne e osso”.

Ainda na seara do horror, mas voltando à fonte europeia, haverá o remake hollywoodiano de “O Orfanato”, que também será produzido pelo mexicano Guillermo Del Toro. É uma esperança de que o filme não tenha o mesmo destino da maioria das refilmagens: se tornar muito inferior ao original e começar sua carreira com a comparação desfavorável.

De toda essa onda de remakes, o filme que tem mais chances de quebrar essa sina é “O Homem que Não Amava as Mulheres” , já que o filme sueco não era lá grande coisa e o diretor da versão americana será David Fincher. Se fizer algo com metade da classe de “O Zodíaco”, ele já terá ganho a parada.

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