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Egípcio Al Mosafer é insuportável tentativa de ser Fellini

VENEZA ¿ ¿Al Mosafer¿ (¿O viajante¿) é o nome ideal para esse filme sem pé nem cabeça do egípcio Ahmed Maher, que faz sua estreia na direção de longas-metragens de ficção participando da competição no 66o Festival de Veneza. A produção é praticamente insuportável ao contar três dias na vida de Hassan (Khaled El Nabawy), um anti-herói absolutamente desinteressante.

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação

"Al Mosafer": equívoco cinematográfico inexplicável na competição de Veneza

No primeiro dia, em 1948, ele conhece, apaixona-se e consuma sua atração imediata por Nura, que está prometida para outro homem. No segundo, em 1973, ele conhece Nadia, a filha de Nura ¿ obviamente, ela é a cara da mãe. A moça acabou de perder o irmão gêmeo ¿ obviamente, ele era a cara de Hassan.

Em 2001, Hassan (agora interpretado por Omar Sharif) encontra o filho de Nadia. O diretor mantém um ar propositalmente artificial, principalmente nas cenas do barco, que são claramente inspiradas em E La Nave Va, de Federico Fellini. O cineasta italiano era genial em equilibrar os absurdos da vida em cenas teatrais. Mas Ahmed Maher definitivamente não tem o mesmo talento. Por que está na competição de Veneza é realmente um mistério.

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