"Edward Mãos de Tesoura", do extravagante Tim Burton, completa 20 anos

Filme marcou o início da parceria do diretor com o ator Johnny Depp

EFE |

Divulgação
Johnny Depp no filme "Edward Mãos de Tesoura"
"Edward Mãos de Tesoura", um dos projetos mais pessoais do diretor Tim Burton, celebra nesta segunda-feira 20 anos desde sua estreia em Los Angeles, nos Estados Unidos - e transformado em um filme de culto para muitos fãs de cinema.

Drama enternecedor, romântico e profundo, representou o primeiro trabalho de Burton com Johnny Depp, ator com quem fez até o momento sete filmes - o último, "Alice no País das Maravilhas. E foi, ainda, a confirmação do cineasta como um dos mais criativos e extravagantes de Hollywood.

Os fãs do filme lançaram na internet um projeto para homenagear à sua maneira a obra de Burton. Intitulado "Scissorhands 20th" , o blog traz uma série de ilustrações nas quais diversos artistas mostram seu particular ponto de vista sobre o universo mágico idealizado pelo cineasta.

"Edward Mãos de Tesoura", uma modernização dos contos de fada, é centrado em Edward, um ingênuo Frankenstein com alma de Pinóquio, personagem interpretado por Depp, que seu criador (Vincent Price) constrói com o desejo que seja um ser puro. O jovem Edward fica órfão antes de receber o implante de mãos humanas, condenado a conviver com tesouras no lugar das mãos, e passa seu tempo em solidão até ser descoberto por uma vizinha, que o acolhe, mudando a vida de sua família e a de seu entorno.

Um argumento inspirado na adolescência do próprio Burton, que quis refletir no longa-metragem sua experiência como um adolescente excêntrico, imaginativo, solitário e com problemas para estabelecer relações sociais. Essa mesma incompreensão e isolamento foi um tema recorrente nos filmes de Burton, que, após sua estreia como diretor de longas-metragens com uma comédia familiar ("Pee-wee's Big Adventure", 1985), mostrou seu lado sinistro em "Os Fantasmas se Divertem" (1988), para depois entrar no mundo obscuro de "Batman" (1989).

"Edward Mãos de Tesoura" chegou em 1990 e nela de novo Burton contou com Winona Ryder ("Os Fantasmas se Divertem"). O filme arrecadou nos EUA mais de US$ 56 milhões, uma boa bilheteria para um ano no qual teve de dividir o interesse do público com "Esqueceram de Mim", "Ghost", "Dança com Lobos", "Uma Linda Mulher", "O Vingador do Futuro" e "O Poderoso Chefão III". Mesmo assim, o filme de Burton conseguiu ficar entre os 20 de melhor resultado nas bilheterias americanas.

A "Edward Mãos de Tesoura" seguiriam outros títulos nos quais Burton voltaria a demonstrar sua capacidade para normalizar a extravagância na sétima arte. Escreveu e produziu "O Estranho Mundo de Jack" (1993) e dirigiu a também encorajada "A Noiva-Cadáver" (2005). Foi responsável por projetos como o relato exagerado de "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" (2003) e o vingativo "O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet" (2007).

Burton se atreveu com os "remakes", e apresentou sua particular visão a histórias como "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" (1999), "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (2005) e, neste ano, estreou em 3D com "Alice no País das Maravilhas".

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