"Dona Flor e Seus Dois Maridos" ganhará nova versão no cinema

Remake deve chegar às telas em 2014 com Marcelo Faria no papel que era de José Wilker

Marco Tomazzoni, enviado a Gramado |

Em Gramado para apresentar "O Carteiro", seu novo trabalho como diretor, Reginaldo Faria confirmou a refilmagem de "Dona Flor e Seus Maridos" para o cinema. O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas o novo longa-metragem baseado na obra de Jorge Amado já firmou parceria com a distribuidora Downtown Filmes, que pretende levá-lo às salas em 2014.

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Divulgação
Mauro Mendonça, Sônia Braga e José Wilker em "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (76)
O projeto é capitaneado pelo filho de Reginaldo, Marcelo Faria, que tem viajado pelo país com a peça homônima. No teatro, Marcelo interpreta Vadinho, o malandro marido fantasma de Dona Flor. A direção ficará a cargo de Pedro Vasconcelos, ator famoso na TV na década de 1990 e atualmente diretor do núcleo de teledramaturgia da Globo, responsável também por comandar a adaptação para os palcos.

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Segundo Reginaldo, a motivação foi o sucesso da peça, que ficou em turnê por quatro anos e em todo lugar era um "estouro de bilheteria". "Por isso, Marcelo e Pedro resolveram entrar e fazer uma nova versão, assim como fazem várias vezes no cinema e televisão. Agora mesmo, por exemplo, estou fazendo 'O Astro' [na rede Globo], que foi um sucesso na época [77] e está sendo agora."

"Dona Flor e Seus Dois Maridos" foi levado pela primeira vez aos cinemas em 1976, com direção de Bruno Barreto e um elenco estelar: Sônia Braga como a professora de culinária Dona Flor, José Wilker como o fogoso ex-marido que volta dos mortos para apimentar sua vida, e Mauro Mendonça no papel do Dr. Teodoro, o farmacêutico que se casa com a viúva Dona Flor. O carisma dos atores e as faladas cenas de sexo e nudez levaram multidões ao cinema – até o ano passado, era o maior sucesso da história do cinema nacional, com 10 milhões de espectadores, mas foi ultrapassado por "Tropa de Elite 2" .

Reginaldo Faria disse não incomodar com o sucesso do filme anterior e atribuiu à iniciativa ao "espírito de aventura" do filho. "Os jovens são assim. Admiro e aplaudo isso."

O diretor e produtor Roberto Farias, irmão de Reginaldo e sócio da produtora RF Farias, responsável pelo projeto, não acredita que o sucesso da primeira versão ofusque o remake. "Acho que essas histórias são míticas, eternas. A coisa quando cai no gosto do público, quando tem personagens bem construídos, humor, que mexe com aspectos mais profundos da natureza humana, não falha. Pode fazer dez."

No teatro, Carol Castro interpretava Dona Flor e Duda Ribeiro, Dr. Teodoro. Ainda não se sabe se o elenco será mantido, mas a presença de Marcelo é certa como Vadinho. O roteiro ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento, mas o projeto já busca captação de recursos.

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