Diane Keaton exalta amor por Woody Allen e Al Pacino em autobiografia

Em "Then Again: A Memoir", a atriz diz que "ainda ama" Allen e revela que pediu Pacino em casamento

EFE |

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A atriz Diane Keaton
Diane Keaton possui uma imagem de mulher independente, que pouco se importa em ser contrariada. Em sua autobiografia, intitulada "Then Again: A Memoir", a atriz demonstra isso, além de reconhecer que ainda sonha com Woody Allen e que queria ter casado com Al Pacino, mesmo preferindo os beijos de Jack Nicholson.

A obra também revela uma mulher que sofreu bulimia durante anos - "nenhuma das minhas insensatas incursões no mundo da beleza podia se comparar com a fascinação que a comida exercia sobre mim" - e teve uma carreira irregular, seja como mãe adotiva depois dos 50 anos ou restauradora ocasional, entre tantas outras coisas mais.

Misturando suas lembranças com os diários de sua mãe, Dorothy - falecida em 2008, após lutar contra o Alzheimer -, a inesquecível protagonista de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (1977) escreve uma sensível e realista autobiografia, demonstrando seu pouco interesse em pertencer ao mundo das estrelas de Hollywood.

Após uma primeira parte centrada em sua infância, o livro se torna mais interessante com a mudança de uma jovem Diane (Hall) da ensolarada Califórnia para a cosmopolita Nova York. "Não me recordo do momento em que entrei no avião, que me levou a 3 mil milhas de casa, quando tinha apenas 19 anos", conta ela, que se mostra feliz ao afirmar: "Nova York era meu destino".

Foi lá onde mudou seu nome. Ao iniciar sua carreira de atriz, já havia uma Diane Hall. Assim, ela decidiu usar o sobrenome Keaton. "Deixar de ser eu mesma me gerou certa perplexidade", reconhece. A partir desse momento, Diane começou sua carreira e, pouco tempo depois, já estava trabalhando com Woody Allen na peça teatral "Play It Again, Sam" - levada ao cinema como "Sonhos de Um Sedutor".

"Durante os ensaios, me apaixonei pelo Allen do roteiro, mas também por Woody. Formávamos um casal curioso, do tipo mais reservado", relata. O romance acabou já em 1975, o que não a impediu de manter uma excelente relação com o diretor. "Sinto saudades de Woody. Ele se estremeceria se soubesse o quanto gosto dele. Sei que poderia soar grotesco meu afeto por ele. Mas, o que vou fazer? Ainda o amo", declara a atriz.

Ela também lembra com muito carinho o ator Warren Beatty - "Me chamou a atenção desde o primeiro momento em que o vi (...) Levantei a cabeça e vi meu homem ideal em pessoa" -, mas dedica muito mais espaço para Al Pacino, que conheceu durante as filmagens da primeira parte de "O Poderoso Chefão" e viveu uma longa relação.

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Woody Allen e Diane Keaton em "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa"
"Estou bastante segura de que, para Al Pacino, eu era só uma amiga para se conversar. Apesar de gostar de ouvi-lo, eu queria mais, muito mais. Toneladas. Queria que ele me quisesse tanto como eu a ele". Apesar da vontade, Diane não conseguiu. "Enquanto rodávamos 'O Poderoso Chefão 3', em Roma, eu cheguei a intimá-lo: 'Casa comigo ou pelo menos leva em consideração essa possibilidade'".

Ela é minuciosa neste aspecto, mas sua biografia não fala só de amores. Também há espaço para seus filmes, como: "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", que mudou sua vida, e "Reds (1981)", uma dura experiência. O favorito, sem dúvida, foi "Alguém Tem Que Ceder (2003)", que é lembrado como "a oportunidade que Nancy (Meyers, a diretora), me deu para beijar Jack (Nicholson), uma parte dos lucros", ironiza a atriz em suas memórias.

"Sempre será meu filme preferido, não só porque foi algo inesperado aos 54 anos, mas também porque me proporcionou a maravilhosa sensação de estar com duas pessoas extraordinárias, que me deram dois presentes e um beijo", diz.

Uma vida tão dedicada ao cinema como a própria família é um dos motes da biografia, que aborda com carinho seus pais e irmãos, além dos dois filhos, Dexter e Duke. Em 1995, com quase 50 anos, Diane Keaton decidiu se tornar mãe. Seis anos depois, ela adotou seu segundo filho, uma experiência que marcou sua vida, dividida entre a alegria proporcionada pelos filhos e o sofrimento pelo envelhecimento de sua mãe, Dorothy Deanne.

Diane relata a doença da mãe com grande delicadeza, carinho e respeito, criando uma espécie de diálogo com ela, apesar de Dorothy ter morrido em 2008. "Desejo apresentar minha vida junto à sua para, como escreveu, chegar a um ponto em que eu comece a me ver de um modo mais compreensivo".

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