Dez vampiros indispensáveis do cinema

Uma lista com os filmes que melhor animaram ¿ e assustaram ¿ as plateias

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Com a estreia de "Eclipse", terceira parte da saga "Crepúsculo", o iG convida os fãs da série vampiresca da escritora Stephenie Meyer a conhecer outros vampiros que, assim como Bella e Edward, fizeram a história do cinema mais interessante.

Reprodução
Nosferatu e os Dráculas de Bela Lugosi e Christopher Lee: os vampiros clássicos da História do cinema
Nosferatu - "Nosferatu" (1922)

A história de "Nosferatu" é curiosa: sem os direitos para filmar uma adaptação do romance "Drácula", escrito por Bram Stoker em 1897, o cineasta alemão F. W. Murnau resolveu "adaptar" a trama à sua maneira e criou o Conde Orlok, uma versão mais medonha e nada glamurosa do vampiro de Stoker.

Ao contrário de Drácula, Orlok não transforma outras pessoas em vampiros, apenas as mata. Com uma desvantagem física clara, seria difícil para o conde criado por Murnau conquistar as pessoas com sua aparência quase caricata – além da falta de cabelos, Nosferatu tem orelhas pontudas e dedos compridos, se parecendo em diversas cenas com um roedor.

Se a falta de cor incomodar, procure pela versão homônima feita pelo cineasta alemão Werner Herzog em 1979 – não é tão boa quanto a original, mas é um bom remake.

Drácula - "Drácula" (1931)

Interpretado pelo ator romeno Bela Lugosi, o "Drácula" de 1931 é considerado por muitos como a adaptação definitiva da obra de Bram Stoker. Produzido pelo estúdio Universal, o filme tornou-se um cult por causa da dificuldade de Lugosi em falar inglês perfeitamente. O sotaque romeno do ator, aliado a pausas longas entre as palavras, fizeram dele o mais cômico entre os Dráculas do cinema.

Mas a contribuição deste Drácula supera o lado canastrão de Lugosi. Foi este o filme que desenvolveu a iconografia do personagem, fugindo do vampiro repulsivo de Stoker e Murnau e dando ao conde um ar charmoso, com a capa, o cabelo engomado e a transformação em morcego. Ao assisti-lo, preste atenção na clássica fala "I never drink ... wine" ("Eu nunca bebo... vinho"), marca registrada do papel de Lugosi.

Drácula - "O Vampiro da Noite" (1958)

Depois de ter que engolir versões estrangeiras de "Drácula", o estúdio britânico Hammer Films retomou o personagem de Stoker e fez uma das versões mais aclamadas da História, escalando para o papel principal o ator Christopher Lee, que, diferente dos antecessores, tinha o poder de hipnotizar mulheres e camuflar-se na neblina.

O interessante do Drácula de Lee é seu ar ameaçador, auxiliado pela ótima maquiagem do estúdio e pela voz aguda do ator, que, só para ajudar, tem 1,96m de altura. Se você acha que ele foi um ótimo vilão em "O Senhor dos Anéis" e "Star Wars", espere para assisti-lo como Drácula.

Reprodução
A versão cômica de Roman Polanski e os vampiros nos anos 1980: o galã malvado David e o esquistão Peter
Conde von Krolock - "A Dança dos Vampiros" (1967)

A versão para os vampiros do cineasta Roman Polanski brinca com o gênero ao apresentar a trupe liderada pelo Conde von Krolock, um vampiro descaradamente espelhado no Drácula clássico, só que muito mais caricato.

Seus assistentes, por exemplo, são um vampiro homossexual e outro judeu que, ao ser ameaçado por um crucifixo, deixa claro que não é afetado por ele. "A Dança dos Vampiros" é uma prova de que é possível rir de criaturas normalmente apavorantes.

David - "Os Garotos Perdidos" (1987)

Interpretado pelo ator Kiefer Sutherland, o vampiro David lidera a gangue que atormenta a família Emerson, recém chegada à Califórnia. Enquanto alicia o irmão mais velho, Michael, o vilão acaba levantando a suspeita do mais novo, Sam, que, com a ajuda de dois nerds mal encarados, resolve acabar com a alegria dos vampiros.

Apesar do penteado não ajudar, David é sem dúvida o vampiro mais importante da década de 1980 no cinema, responsável por introduzir os vampiros no universo adolescente como um tipo de galã precursor do jovem Edward – mas lutando pelo lado errado.

Peter Loew - "O Beijo do Vampiro" (1989)

O vampiro interpretado por Nicolas Cage no filme "O Beijo do Vampiro" é sem dúvida o mais estranho da lista, pois não se sabe ao certo se ele é um vampiro ou se apenas pensa ser um – a única certeza passada ao espectador é que ele não bate bem da cabeça.

Crente de que fora transformado em vampiro por uma garota que conheceu em um bar, Peter não enxerga seu reflexo, passa a usar óculos escuros para sair de dia e usa uma dentadura de borracha – afinal, suas presas não crescem. Enquanto outros vampiros do cinema se alimentam de animais como ratos ou gatos, Peter não hesita em comer uma barata na cena mais curiosa do longa.

Reprodução
A reabilitação do Drácula com Gary Oldman, o sensível Lestat e a sensual Santanico Pandemonium
Drácula - "Drácula de Bram Stoker" (1992)

Na década de 1990, os vampiros voltaram a sua origem clássica, e o responsável por essa reabilitação foi "Drácula de Bram Stoker", longa-metragem dirigido por Francis Ford Coppola e estrelado pelo inglês Gary Oldman, cujo vampiro de cabelos brancos e manto vermelho ficou conhecido mundialmente.

Narrado como uma tragédia romântica, o filme tem cenas antológicas, como a lambida do conde em uma lâmina de barbear ensanguentada e a caminhada do caçador Van Helsing carregando as cabeças das noivas do vilão. Ao contrário do que poderia ter ocorrido, a aura clássica não afastou a produção do mundo pop, e referências ao Drácula de Oldman foram utilizadas em gibis e animações, como Os Simpsons .

Lestat de Lioncourt - "Entrevista com o Vampiro" (1994)

Adaptação do livro de Anne Rice, "Entrevista com o Vampiro" trouxe no papel do vilão Lestat o ator Tom Cruise, que ao lado de Brad Pitt e Antonio Banderas levaram uma horda de meninas para os cinemas – fenômeno semelhante ao de "Crepúsculo"

Apesar de ser o cara mau da história, Lestat carrega a sina de não ter tido a escolha de tornar-se um vampiro e, de certa forma, sofre por não conseguir se encaixar em outra época. Seu drama pessoal inaugurou uma nova perspectiva no drama vivido pelos vampiros que, sem dúvida, ficaram mais sensíveis que seus antecessores.

Santanico Pandemonium - "Um Drink no Inferno" (1996)

A vampira interpretada pela atriz mexicana Salma Hayek em "Um Drink no Inferno" serviu como contraponto aos vampiros cheios de dilemas dos anos 1990, deleitando a plateia masculina com uma cena de dança protagonizada por ela e uma cobra enorme.

Além de sexy, Santanico Pandemonium é também a líder dos vampiros que atraem caminhoneiros para um bar que, após seu pequeno show, torna-se um tipo de restaurante de vampiros, onde os pratos são os clientes.

Divulgação
A vampira Eli, do filme sueco "Deixe Ela Entrar", mescla com sucesso sensibilidade e sanguinolência
Eli - "Deixe Ela Entrar" (2008)

Apesar da primeira década do novo milênio ser dominada pelos vampiros da saga Crepúsculo, a jovem Eli, do filme sueco "Deixe Ela Entrar", chamou a atenção do público ao mesclar tanto o lado existencial dos vampiros quanto o sanguinolento.

Ao mesmo tempo em que faz amizade com o menino Oskar, a garota precisa de sangue para sobreviver e um lugar para se proteger do Sol, mostrando ao público o difícil balanço entre a fragilidade e a selvageria existentes em um vampiro.

O longa-metragem sueco foi tão bem recebido pela crítica que deve ganhar em 2010, apenas dois anos após seu lançamento, uma versão em inglês dirigida por Matt Reeves, do filme "Cloverfield - O Monstro".

    Leia tudo sobre: vampirosdráculanosferatucrepúsculo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG