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Da Áustria, Lourdes fala de fé e religião de forma crítica

VENEZA ¿ O projetor quebrou pouco antes da sessão de ¿Lourdes¿, filme austríaco, falado em francês, dirigido por Jessica Hausner e apresentado à imprensa na competição do Festival de Veneza. Não foi preciso um milagre de Nossa Senhora, mas uns bons gritos do diretor artístico Marco Müller ao celular para resolver o problema, 55 minutos depois.

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação

A atriz Sylvie Testud é a protagonista do austríaco "Lourdes", exibido na competição

O longa-metragem começa como uma liturgia: ao som da Ave Maria de Gounod, mesas de um restaurante simples são preparadas para uma refeição e logo em seguida entram as pessoas, algumas vestidas como freiras, outras sobre cadeiras de rodas. O espectador descobre, pouco depois, que se trata de uma excursão ao santuário de Lourdes. Ali, gente com pouca esperança mistura-se a gente com fé num milagre.

A protagonista é Christine (Sylvie Testud), uma mulher ainda jovem que sofre de esclerose múltipla e quase não consegue mais se mover. Lourdes fala de fé, religião católica (em geral, de forma crítica), Deus, escolha, vida, morte, propósitos e solidão, na maior parte das vezes com sutileza. Não chega a ser um filme brilhante, mas pelo menos não foi penoso assisti-lo, apesar de seu início por volta das 23 horas nesta quinta-feira em Veneza.

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