Com Amanda Seyfried, "12 Horas" é um suspense frustrante

Diretor brasileiro Heitor Dhalia estreia com pé esquerdo em um projeto de Hollywood

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

Heitor Dhalia não faz segredo de que não gosta muito de "12 Horas" , seu primeiro trabalho em Hollywood, que estreia nesta sexta-feira (13) no Brasil. E não foi só ele: quando estreou nos Estados Unidos, no início do ano, a crítica foi impiedosa e o público não deu a menor bola nem para a queridinha Amanda Seyfried ("Mamma Mia!", "A Garota da Capa Vermelha" , "Querido John") caçando um assassino.

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Na verdade, não começa bem assim. Escrita por Allison Burnett ( "Anjos da Noite: O Despertar" ), a história inicia com a jovem Jill (Seyfried) tentando se recuperar de um ataque traumático: encontrada vagando por uma floresta nos arredores da gélida Portland, ela afirma que quase foi morta por um serial-killer dentro de um buraco fundo no meio do bosque. Como nenhuma prova foi encontrada, a polícia acha que a garota está maluca e a interna, claro, num sanatório.

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Amanda Seyfried em "12 Horas": corrida para resgatar a irmã de assassino
Nisso a irmã de Jill, Molly (Emily Wickersham), desaparece antes do amanhecer e ela percebe na hora: o assassino está de volta e, como não a encontrou em casa, levou Molly em seu lugar. Por motivos que não se entende muito bem, Jill sabe que no fim do dia o serial-killer vai matá-la e é esse o tempo que ela tem (as 12 horas do título) para encontrar os dois e fazer valer a justiça. Aí sim começa a caçada.

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"12 Horas": cuidado com o que está atrás da porta
Linda e com olhos azuis sempre assustados, Seyfried não faz mais do que o necessário para se tornar convincente, acompanhada por um elenco anônimo ou minimamente conhecido (Wes Bentley, de "Jogos Vorazes" , e Jennifer Carpenter, da série "Dexter").

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"12 Horas" não é nenhum pouco sutil em tentar fazer com que o público, assim como a polícia, também tenha suas dúvidas com relação à história de Jill. Afinal de contas, a moça vive à base de comprimidos e tem uma tentativa de suicídio no currículo. É essa a maior sofisticação do roteiro, que navega seguro pelas águas do lugar-comum.

O filme não é exatamente um desastre. Dentro das convenções do gênero, "12 Horas" usa bem a cartilha de clichês e se encaixaria perfeitamente naquela categoria de produções feitas para TV norte-americana que os canais abertos brasileiros adoram exibir nos sábados à noite.

Se a sequência rumo ao desfecho é competente, o final é de uma frustração sem palavras. O que era mediano descamba para o ruim e põe ao chão qualquer esboço de boa vontade.

Dhalia tem razão: o principal problema de "12 Horas" é o roteiro. Mas entregar um filme sem qualquer traço de personalidade parece impossível para quem havia se notabilizado justamente por isso ("O Cjeiro do Ralo", "Nina", "À Deriva"). A culpa é do produtor? Isso não exime "12 Horas" de ser uma decepção maiúscula.

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