Colin Farrell se diverte no terror "A Hora do Espanto"

"Era hora de sair e brincar", diz o ator em entrevista sobre o remake da década de 1980

Reuters |

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Colin Farrell em cena do filme: vampiro sedutor
Durante anos a reputação de baladeiro de Colin Farrell o precedeu, mas agora ele parece ter canalizado seus impulsos selvagens para performances inspiradas em filmes como "Quero Matar Meu Chefe" , "Na Mira do Chefe" e "Caminho da Liberdade" .

Em seu novo filme, "A Hora do Espanto", uma refilmagem em 3D da comédia cult de 1985, Farrell aparece como Jerry, um vampiro sinistro que se muda para a casa ao lado da de um estudante colegial ingênuo interpretado por Anton Yelchin, que mora com a mãe, interpretada por Toni Collette.

O ator nascido em Dublin falou com a Reuters sobre como foi fazer o filme no papel de um vampiro, e porque a plateia adora ficar com medo. "A Hora do Espanto" tem estreia prevista no Brasil em 07 de outubro.

Você acaba de interpretar um chefe horrível e agora um vampiro. É divertido para um ator fazer papéis tão variados e tão próximos um do outro?
Colin Farrell: Sim, mas é um caminho bem menor entre os dois papeis do que você poderia imaginar – dois personagens engraçados. Eu senti que eu tive quatro ou cinco anos em que fiz peças mais dramáticas e desempenhei personagens que não estavam realmente se divertindo em suas vidas por vários motivos, e eu queria fazer algo mais leve. Então esses dois filmes apareceram e foram dias felizes – hora de sair e brincar.

Mas eles não tiveram que o convencer a fazer esse filme?
Colin Farrell:
Eu fiquei em dúvida no início. Eu adorei o filme original e você pensa em você mesmo como alguém capaz de misturar as coisas e ser um pouco original – e essa é uma refilmagem de um filme de vampiros em 3D. É meio que três vezes mais não original.

Mas eu senti que estava em boas mãos com [o diretor] Craig Gillespie, que fez "A Garota Ideal". Eu sou um grande fã do filme e simplesmente adorei o roteiro. Eu não queria gostar, mas foi uma leitura divertida. E interpretar o vilão foi ótimo, embora ache que meu personagem está mais na fronteira do que estava no filme original, e há mais foco na jornada de Anton da juventude para a vida adulta.

nullE com relação aos dentes de vampiro?
Colin Farrell:
Fácil! Eles tiram o molde, então o enchem e você nem percebe que está usando dentes de vampiro. E é bem divertido. Você os coloca e, instantaneamente, por causa de todos os filmes que você viu quando criança, começa a atuar de certa maneira.

Sexy, os vampiros são sempre sexy.
Colin Farrell:
Sempre, e é aí que está o apelo. Seres humanos estão sempre tentando dobrar e manipular o tempo para que ele esteja a seu favor e tentando derrotar a devastação da idade. E os vampiros são eternamente jovens, embora seja realmente chato se transformar em um vampiro com 97 anos ou com seis anos de idade. E aí como eles atacam e se alimentam de suas presas também parece muito sensual e erótico – mordendo o pescoço delas. Você não precisa ser um vampiro para participar dessa atividade, mas eles a levam ao extremo. Sangue é o líquido da vida.

Foi complicado achar o tom certo e o equilíbrio entre o terror e a comédia?
Colin Farrell:
Isso é que o sempre vai dizer se esse filme falhou ou foi um sucesso, encontrar o tom certo. É por isso que ter Craig na direção foi perfeito porque ele encontrou um tom tão bonito e harmonioso entre o absurdo em "A Garota Ideal" e a delicadeza emocional. Mesmo que esse seja um gênero totalmente diferente, com estrutura diferente, eu sabia que ele poderia aplicar a mesma capacidade e nível de sutileza.

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