Cinco cenas famosas de sexo do cinema

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

De "Último Tango em Paris" a "Marcas da Violência", saiba mais sobre os filmes

Divulgação
Na cama com Robert Pattinson e Kristen Stewart: cena esperada de "Amanhecer - Parte 1"
Neste feriado, entra em cartaz "A Garota da Capa Vermelha", novo trabalho da diretora de "Crepúsculo", Catherine Hardwicke, uma franquia que, só nos cinemas e mercado doméstico, já superou a marca de US$ 2,2 bilhões. A série entra em sua etapa final em novembro, quando "Amanhecer - Parte 1" exibe um dos episódios mais esperados pelos fãs: a primeira cena de sexo entre o vampiro Edward (Robert Pattinson) e a humana Bella (Kristen Stewart), durante sua lua-de-mel no Brasil. A expectiva é ainda maior para os brasileiros, já que parte do filme foi realmente gravada no país, no Rio de Janeiro e Paraty.

Não é de hoje que uma cena de sexo gera tanto interesse. No caso da "Saga Crepúsculo", trata-se de uma mudança brusca, já que a relação escrita originalmente pela mórmon Stephenie Meyer sempre foi casta e idealizada. Mas as sequências do gênero mais famosas do cinema têm um apelo bem mais picante e, não raro, envolvendo choque e polêmica. Combinação atraente que em geral se converte em atenção maciça da mídia, filhas nos cinemas e bilheterias polpudas.

No caso de "Último Tango em Paris" (1972), por exemplo, o diretor Bernardo Bertolucci foi condenado à prisão na Itália e o filme, banido de muitos países. "Nove e Meia Semanas de Amor" (1986) e "Instinto Selvagem" (1992) viraram referência em suas épocas, "Cidade dos Sonhos" (2001) povoa até hoje a imaginação de muita gente – pela história e pelas imagens tórridas entre Naomi Watts e Laura Harring –, enquanto "Marcas da Violência" provou que a grande indústria do cinema, mesmo que através de diretores-autores, ainda consegue surpreender.

O iG compilou trechos desses filmes, em um top 5 de cenas de sexo no cinema. Assista ao clipe abaixo e saiba mais sobre os filmes na sequência.

null

Divulgação
Michael Douglas e Sharon Stone, que virou estrela
"Instinto Selvagem" (1992)
Até então praticamente desconhecida, Sharon Stone virou símbolo sexual e a atriz mais quente de Hollywood depois de cruzar as pernas sem calcinha em "Instinto Selvagem", um dos maiores sucessos de 1992 (faturou US$ 352 milhões nas bilheterias) que ainda por cima descolou duas indicações ao Oscar, melhor edição e trilha sonora, e concorreu à Palma de Ouro em Cannes. Stone interpreta Catherine Tramell, romancista milionária suspeita de ter morto o namorado com golpes de picador de gelo, assim como um personagem de seu último livro. Michael Douglas – na época supostamente se tratando de um vício em sexo – é o detetive durão de passado traumático que investiga o caso e acaba, claro, se envolvendo com a escritora. Dirigido por Paul Verhoeven ("Robocop", "O Vingador do Futuro"), o filme provocou polêmica pela violência, fartas cenas de sexo e um duvidoso preconceito com homossexuais – ativistas realizaram protestos e boicotes nos Estados Unidos.

Divulgação
Maria Schneider e Marlon Brando: escândalo
"Último Tango em Paris" (1972)
Reacionário pelo caráter político de sua obra, o diretor italiano Bernardo Bertolucci foi vítima de um rolo compressor no início da década de 1970 pelas fortes cenas de sexo de "Último Tango em Paris". Marlon Brando interpreta um viúvo americano em Paris que arranja consolo numa relação anônima com a francesa vivida por Maria Schneider, morta recentemente. A cena mais famosa de "Tango" é aquela em que o personagem de Brando, indicado ao Oscar de melhor ator, sodomiza Schneider usando manteiga como lubrificante. Enquanto a crítica saudava o filme como uma obra-prima, governos ao redor do mundo apelavam para a censura e conservadores faziam passeatas para tirá-lo dos cinemas. Na Itália, "Tango" foi retirado dos cinemas depois de uma semana em cartaz e Bertolucci acabou condenado a quatro meses de prisão, apesar de nunca ter cumprido a sentença. No Brasil, o filme só foi liberado em 1979, enquanto que em outros países sul-americanos permaneceu proibido até o fim das ditaduras militares.

Divulgação
Mickey Rourke, ainda galã, e Kim Basinger
"Nove e Meia Semanas de Amor" (1986)
Depois do sucesso de "Flashdance", o diretor Adrian Lyne resolveu partir para a sensualidade explícita de "Nove e Meia Semanas de Amor", escalando dois atores quentes na época, Kim Basinger e o então galã Mickey Rourke, antes das cirurgias que deformaram seu rosto. Basinger interpreta a funcionária de uma galeria de arte que se torna obcecada pelos jogos sexuais de Rourke, que vão desde manter relações na chuva, com comida e strip-tease até brincadeiras com um quê sadomasoquista. De qualidade duvidosa, o filme não foi bem nas bilheterias norte-americanas, mas pegou nos cinemas internacionais e virou fenômeno no mercado doméstico, tanto que ganhou duas sequências tardias. Além disso, tornou-se referência de uma geração, sendo plagiado ou debochado em outros filmes e videoclipes.

Divulgação
História tensa, mas com forte cena de sexo
"Marcas da Violência" (2005)
Cineasta consagrado ("Scanners", "A Mosca", "Mistérios e Paixões"), David Cronenberg deu novo fôlego ao cinema policial e de suspense com "Marcas da Violência" (2005) e "Senhores do Crime" (2007), aclamados pela crítica e sucessos moderados de público, coincidentemente com Viggo Mortensen no papel principal. Em "Marcas", baseado em uma história em quadrinhos, o ator vive o dono de uma pequena lanchonete no interior que, para surpresa de todos, reage a um assalto com fúria e mata os assaltantes. O comerciante vira herói local e a fama repentina atrai a atenção do forasteiro interpretado por Ed Harris, assustador. Histórias antigas vêm à tona, geram mais violência e, assim como tinha feito em "Crash - Estranhos Prazeres" (1996), Cronenberg mostra levar jeito para filmar cenas bizarras de sexo.

Divulgação
Naomi Watts e Laura Harring: caso homossexual
"Cidade dos Sonhos" (2001)
Concebido inicialmente como piloto para uma série de TV, "Cidade dos Sonhos" ganhou o sinal verde da rede ABC, que pensava ter nas mãos um sucessor de "Twin Peaks", incrível sucesso de David Lynch ("Veludo Azul", "O Homem Elefante") no início da década de 1990. A premissa policial, no entanto, deu lugar a uma trama de suspense fora do convencional – como de costume na carreira do diretor –, com toques surrealistas, narrativa descontínua e um relacionamento lésbico. A emissora rejeitou o resultado e Lynch transformou o material, com algumas partes refilmadas, num longa-metragem. A história mostra uma atriz iniciante (Naomi Watts) chegando a Hollywood e se envolvendo com a desmemoriada Laura Harring, na vida real ex-Miss Estados Unidos. É só o início de caso estranhíssimo, que mobilizou fãs para debater o final. A recepção da crítica foi excelente, Lynch ganhou o prêmio de direção em Cannes e ainda recebeu sua quarta indicação ao Oscar.

Leia tudo sobre: cinemasexocrepúsculoamanhecer

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas