Christopher Nolan explora mundo dos sonhos em A Origem

Diretor de Batman - O Cavaleiro das Trevas afirma que novo filme é o "maior desafio" de sua carreira

EFE |

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O cineasta Christopher Nolan dirige Leonardo DiCaprio e Ellen Page em set do filme A Origem
O cineasta britânico Christopher Nolan volta às telonas com A Origem , uma história de ficção-científica sobre um caçador de sonhos que se dedica à espionagem industrial, filme no qual trabalhou durante mais de dez anos e que constitui, segundo o diretor, o "maior desafio" de sua carreira.

A espionagem e o mundo dos sonhos estão unidos nesta superprodução de mais de US$ 200 milhões que promete ser o filme do ano, devendo estrear em 16 de julho em quase todo o mundo. "Como diretor, fazer A Origem foi realizar um sonho, já que me permitiu criar um mundo irreal, novo e diferente", afirmou Nolan hoje em Londres na apresentação do filme, que foi presenciada por parte do elenco, liderado por Leonardo DiCaprio.

O diretor confessou que sempre se sentiu atraído pelo significado e cenário psicológico dos sonhos. Ele disse que há tempo fantasiava com a possibilidade de exisitir uma tecnologia capaz de revelar os mistérios do subconsciente. No entanto, Nolan acredita que é uma ideia com a qual se pode jogar em uma ficção, mas não algo que "possa ou deva" ocorrer no mundo real, "porque os sonhos são pessoais e assim deve continuar sendo".

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Nolan: atração pelo cenário psicológico dos sonhos
No longa DiCaprio interpreta um caçador de sonhos que vive atormentado pela perda de sua esposa (Marion Cotillard) e que já não distingue o real do imaginário. "É um viciado no mundo dos sonhos, porque quer escapar de sua realidade", explicou o ator sobre seu personagem, que, sem se considerar um sonhador na vida real, assegurou que preparar este papel foi uma "viagem emocionante".

Leonardo DiCaprio não é o único grande nome que aparece nos créditos, nos quais também figura o ator Joseph Gordon-Levitt, a jovem Ellen Page, Marion Cotillard e o veterano Michael Caine. Completam a repartição Tom Hardy, Cillian Murphy e o japonês Ken Watanabe, que já tinham trabalhado antes com Nolan e destacaram a capacidade do diretor para tirar o melhor de cada ator. Por isso, deixaram claro que trabalharão com ele sempre que tiverem oportunidade.

Ellen Page ressaltou que é "uma grande admiradora" de Nolan e por isso não pensou em nenhum momento em recusar o papel da inteligente e inocente ajudante de DiCaprio, especialmente após ler o roteiro. "Nunca antes tinha lido nada igual e estive durante uns dias totalmente absorvida por ele. Era uma ideia tão original e incrivelmente emocionante que logo me conectei a ela", assegurou entusiasmada a jovem atriz, mais conhecida pelo seu papel de mãe adolescente no filme independente Juno (2007).

Com uma estrutura complicada, que dá saltos entre realidade e ficção e passado e presente, Nolan dirige um roteiro trepidante para uma história de ação com cenário metafísico que chega à grande tela com a pressão de superar o recorde de arrecadação de Batman - O Cavaleiro das Trevas , o anterior filme de Nolan.

Embora a junção de ação e psicologia possa ter sido arriscada em tempos de crise, Nolan se consagra como um especialista nesta fórmula, que já experimentou em Amnésia (2000). E se desta vez o experimento não sair bem, sempre haverá a oportunidade de ressarcimento com a próxima entrega de Batman - a terceira que dirigiria -, já que seu nome soa entre os mais prováveis para tal rodagem, que com certeza voltará a reinar as bilheterias.

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