"Carros 2" é superior à animação original

Nos 25 anos da Pixar, filme de John Lasseter leva personagens para corridas ao redor do mundo, com cópias convencionais e em 3D

Reuters |

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"Carros 2" combina automobilismo, espionagem e referências culturais de outros países
Em "Carros 2" a Pixar conseguiu acertar novamente. Não só criou uma animação caprichada e sofisticada, mas também um roteiro engenhoso, que combina filmes de ação e uma trama de espionagem internacional que poderia muito bem ser interpretada por humanos – mas aqui são carros, aviões, caminhões e, especialmente, um guincho chamado Tom Mate. O filme, que chega ao circuito brasileiro nesta quinta-feira (23), terá cópias dubladas e legendadas nas versões tradicional (35mm), 3D e IMAX.

Lançado em 2006, "Carros", talvez o filme menos celebrado do catálogo da Pixar, ganha uma sequência superior ao original. O primeiro filme se concentrava numa nostalgia bastante americana, com símbolos e referências à cultura e tradições dos Estados Unidos que nem sempre eram identificadas e compreendidas fora de suas fronteiras.

No caso do novo filme, seu codiretor, John Lasseter ("Toy Story 2", "Vida de inseto"), expande os horizontes e transforma a ação digna de um filme de James Bond, com cenas em Tóquio, Paris, Londres e, claro, na terra natal dos personagens, Radiator Springs, no interior dos EUA, onde Mate, com seu jeito simples e ingênuo, vive de guinchar carros quebrados e exibir suas ferrugens e batidas, que são as lembranças de momentos alegres de sua vida.

Ao contrário dele, Relâmpago McQueen, campeão de corridas, não apresenta um risco em sua lataria, e seu motor é poderoso. Essa diferença não impede que sejam grandes amigos, nem que o piloto leve Mate para um campeonato para o qual foi desafiado. A equipe, que inclui uma Kombi hippie e um par de italianos, vai para o Japão, onde participam da primeira prova.

Em Tóquio, aliás, acontecem alguns dos momentos mais engraçados de "Carros 2", quando a ingenuidade do guincho coloca-o em diversas situações embaraçosas, das quais ele não se dá conta.

O campeonato automobilístico cruza com a trama de espionagem, quando o próprio Mate é confundido com um espião disfarçado, com quem Finn McMíssil e Holley Caixadibrita devem trabalhar. A trama, claro, vai envolver uma série de mal-entendidos, perseguições e vilões assustadores. Já McQueen deve lidar com um carro italiano arrogante, que garante que irá ganhar o Grande Prêmio.

Talvez só quando for lançado em DVD vai ser possível apreciar toda a sofisticação criativa de "Carros 2". Percebe-se desde já, especialmente nas exibições em 3D, a excelência dos detalhes, nas cenas de corrida e na criatividade do roteiro, que é capaz de tirar humor de situações banais – como a ida de Mate a um banheiro no Japão onde tudo é automatizado, ou quando ele confunde o tempero wasabi com sorvete de pistache.

nullNa versão nacional, há várias vozes famosas. Os locutores da corrida são dublados por Luciano do Valle e José Trajano. Um dos carros tem a voz do piloto brasileiro Emerson Fittipaldi, enquanto a cantora Claudia Leitte dubla um carro-fêmea brasileiro.

As sessões de "Carros 2" são precedidas do curta "Férias no Havaí", que traz os personagens da série "Toy Story" criando um cenário paradisíaco para Barbie e Ken enquanto a nova dona dos brinquedos está viajando. O que pode ser um pequeno aperitivo de uma quarta aventura da turma de brinquedos, que agora possui uma nova dona.

Tanto em "Carros" quanto na série e no curta "Toy Story", Lasseter e sua equipe da Pixar criam um universo de imagens e personagens únicos, que se tornaram padrão e parâmetro. A empresa, que comemora seus 25 anos, fez história com animações como "Procurando Nemo", "Vida de Inseto", "Ratatouille" e "Up - Altas Aventuras".

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