Brad Pitt busca o Oscar por "O Homem que Mudou o Jogo"

Ator interpreta gerente de time de beisebol responsável pela contratação de jogadores

Reuters |

O beisebol não é um esporte muito popular no Brasil, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, onde os campeonatos são uma verdadeira febre nacional e a rivalidade entre as equipes é tema inesgotável para o cinema.

Mesmo assim, não é necessário saber o que é um "home run" para encarar uma sessão de "O Homem que Mudou o Jogo", de Bennett Miller (de "Capote"), com Brad Pitt em uma atuação que lhe valeu indicação ao Oscar de melhor ator.

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Brad Pitt em 'O Homem que Mudou o Jogo'

Na realidade - e por sorte -, o filme não se excede na apresentação de partidas de beisebol. O longa é sobre o jogo de um homem só, aquele que nos estádios da vida se disputam a cada minuto em busca de um sentido para a existência. É o jogo que implica a tomada rápida de decisões, a ousadia de seguir seu instinto, mesmo correndo o risco de errar.

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Philip Seymour Hoffman em 'O Homem que Mudou o Jogo'
Inspirado em um personagem real, Brad Pitt é Billy Beane, gerente de um time de beisebol dos Estados Unidos que, a cada temporada, tem a responsabilidade de fazer as contratações de jogadores para a equipe. É ele quem monta o time que será escalado pelo treinador. Qualquer escolha errada implica adiar por mais um ano a conquista do campeonato e recomeçar tudo de novo.

Beane jamais acompanha um jogo no estádio. No dia do grande evento, ouve trechos da partida no rádio do carro, ou nos vestiários. Talvez não queira lembrar dos tempos em que era um jovem rebatedor, uma revelação que nunca se concretizou.

Separado da mulher, Sharon (Robin Wright), procura estar próximo da filha adolescente (Kerris Dorsey), mesmo sabendo que não é um modelo de vencedor.

Por uma daquelas obsessões capazes de reerguer a carreira de um derrotado, ou soterrá-la de vez, encontra num jovem nerd, Peter Brand (Jonah Hill), a companhia ideal para seu lance mais ousado: montar uma equipe com base em um sistema estatístico criado pelo rapaz a partir de informações lançadas em um computador. A escolha dos jogadores deixa de estar atrelada à qualidade técnica do atleta, mas aos resultados positivos ou satisfatórios obtidos em jogos e temporadas anteriores. É como se o computador escalasse o time.

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A estratégia, que encontra oposição nos dirigentes e no próprio treinador, Art Howe (Philip Seymour Hoffman, que já havia trabalhado com Miller em "Capote", que lhe valeu o Oscar de melhor ator, em 2006), coloca seu emprego em risco. Ele faz contratações controversas, demite astros consagrados e os resultados não aparecem. Seu tempo se esgota, mas ele resolve ir até o fim. Ele ainda tem esperanças de percorrer todas as bases, depois de uma rebatida espetacular, e completar o "home run" que não conseguiu no passado.

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