Boas bilheterias reforçam poder das comédias nacionais

Com sete milhões de espectadores até agora, 2011 caminha para ser o ano do gênero

Agência Estado |

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Bruno Garcia e Bruna Lombardi em "Onde Está a Felicidade?": nova comédia nacional em cartaz
"Levar a vida a sério é a maior roubada", diz o filme "Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo". E os produtores de cinema brasileiros estão levando a sério o conselho. Sem trocadilhos, pois sério, e certo, é que cada vez mais a comédia nacional conquista seu devido espaço no mercado nacional.

Em tempos em que "Se Eu Fosse Você" 1 e 2, de 2006 e 2009, foram vistos no cinema por quase dez milhões de pessoas, pode ter cheiro de reprise dizer que a comédia brasileira afirma (ou retoma) seu espaço no competitivo território do market share (a ocupação das salas e do mercado) brasileiro. Mas em um ano como 2011, no qual, somente no primeiro semestre, mais de 7 milhões foram ao cinema ver quatro comédias nacionais, a estreia amanhã de "Onde Está a Felicidade?" coroa 2011 como o Ano da Comédia.

É fato que 2009 já havia sido um ano de ouro, com a trinca "A Mulher Invisível", "Os Normais 2", "Divã" e "Se Eu Fosse Você 2", mas o que se destaca nesta nova safra é a continuação e a variedade da produtividade. Depois de um inexpressivo 2010, em que "Tropa de Elite 2" reinou nas salas, 2011 começou com "De Pernas Para o Ar" (3,5 milhões) e "Muita Calma Nessa Hora" (1,4 milhão); seguiu com "Qualquer Gato Vira-Lata" (1,2 milhão) , "Cilada.com" (2,8 milhão), "Não Se Preocupe, Nada Vai dar Certo" (200 mil); e prossegue amanhã com "Onde Está a Felicidade?".

"Os números ainda podem crescer. 'Não Se Preocupe' e 'Cilada.com' ainda estão em cartaz. O 'Felicidade' é incógnita, mas estamos otimistas. Ganhou o prêmio do público no Festival de Paulínia , que foi uma surpresa linda", diz Carlos Eduardo Rodrigues, diretor da Globo Filmes, coprodutora do filme dirigido por Carlos Alberto Riccelli e escrito e estrelado por Bruna Lombardi.

Interessante é observar que em geral o cinema nacional deixava junho e julho, os meses das férias, para que o cinema estrangeiro ocupasse as salas neste período estratégico. Cadu acrescenta: "Só o Renato Aragão ousava enfrentar o cinema americano nas férias. Neste ano, isso mudou. 'Gato', 'Cilada' e 'Assalto ao Banco Central' fizeram frente à competição e tiveram tanto público quanto qualquer filme internacional." E mais vem por aí. Em breve chegam às telas "O Homem do Futuro", de Claudio Torres, e "Família Vende Tudo", de Alain Fresnot.

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