Jornalista sugere que estúdios temem que bilheterias sejam prejudicadas

Jim Carrey e Santoro em
Divulgação
Jim Carrey e Santoro em "O Golpista do Ano"
Um artigo do jornalista Ramin Setoodeh, na revista Newsweek, reacendeu o debate sobre a participação de atores gays em Hollywood. Setoodeh, que também é gay, sugere que os grandes estúdios tem evitado atores assumidos para papeis de homossexuais, que são destinados a atores heterossexuais.

"A situação é desfavorável para os gays", argumenta Setoodeh. O jornalista defende que os estúdios temem que um ator gay num papel romântico possa desagradar o público e prejudicar as bilheterias. "Logo, atores héteros ganham os papeis de gays e o comentário geral é de como eles são corajosos", explicou, citando como exemplo o filme "O Golpista do Ano" (2009), com Jim Carrey, Ewan McGregor e Rodrigo Santoro.

O ator britânico Rupert Everett, de 51 anos, tratou do assunto em entrevista recente à rádio BBC. Assumidamente gay desde 1989, o astro de "O Casamento do Meu Melhor Amigo" (1997) reclama que seus papeis em Hollywood foram diminuindo gradativamente desde que assumiu sua opção sexual. "Muitos atores héteros buscam papeis gays porque é algo diferente. Tudo bem, mas então os atores gays que ganhavam esses papeis, como eu, somos deixados de lado", lamenta.

Everett também desencorajou os atores gays a se assumirem. "Hollywood se finge de liberal, mas ainda é conservadora", declarou. O ator Richard Chamberlain, de "O Homem da Máscara de Ferro" (1977), compartilha a opinião. "Ainda há muita homofobia em nosso meio. É vergonhoso, idiota e imoral, mas infelizmente é a verdade", disse em entrevista ao jornal The Sun.

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