Ator Tony Curtis morre aos 85 anos

Astro protagonizou várias comédias de Hollywood nas décadas de 50 e 60

iG São Paulo com agências |

O ator norte-americano Tony Curtis morreu aos 85 anos, informou nesta quinta-feira sua filha, a atriz Jamie Lee Curtis, ao site "Entertaiment Tonight". Ele morreu de um ataque cardíaco em sua cama, na cidade de Henderson, em Nevada, à meia-noite, segundo o administrador de seus negócios e porta-voz da família, Preston Ahearn, citado pela emissora ABC News.

Filho de judeus húngaros que imigram após a Primeira Guerra Mundial, Curtis nasceu em 1925 no Bronx, em Nova York, como Bernard Schwartz. Após servir e ser ferido na Segunda Guerra, voltou aos Estados Unidos e conseguiu trabalho em uma série de peças em sua cidade-natal. Aos 1948, aos 23 anos, assinou seu primeiro contrato com o Universal Atudios.

Bonito e talentoso, Curtis foi um dos grandes astros de Hollywood nos anos 1950 e também um conhecido playboy naquela época. Ele e se tornou famoso em grandes sucessos de bilheteria, como  "A Embriaguez do Sucesso" (1957) e "Quanto Mais Quente Melhor" (1959), no qual aparece travestido, ao lado de Jack Lemmon e Marilyn Monroe.

Curtis desempenhou um papel memorável no clássico "Spartacus", em 1960, e foi indicado para o Oscar em 1958, por sua atuação como um condenado racista em "Acorrentados" (1958) , também estrelado por Sidney Poitier. Atuou em mais de 140 filmes, mas parte de sua carreira foi prejudicada por problemas com cocaína e álcool. "Não estou pronto para me aposentar como um cavalheiro judeu ancião, ainda tenho um monte de coisas para viver", disse ele aos 60 anos.

Curtis havia sido hospitalizado em julho deste ano em Las Vegas por conta de problemas respiratórios. Foi casado seis vezes, a primeira delas com a atriz Janet Leigh, no auge do sucesso de "Psicose", com quem teve a também atriz Jamie Lee Curtis, sua filha. A última mulher de Curtis foi Jill Vanden Berg, uma relação que durou 12 anos.

Estrela na década de 1970 do seriado "The Persuaders", ao lado do 007 Roger Moore, Curtis conquistou ainda mais o carinho do público norte-americano. "Ele era um ator maravilhoso... Vou sentir sua falta", disse Moore à Sky News sobre a morte do colega. "Era divertidíssimo trabalhar com ele, tinha um ótimo senso de humor e improvisava maravilhosamente. Foi uma época maravilhosa."

Além de escrever um romance ("Kid Cody and Julie Sparrow", 1977) e uma autobiografia em 1993, Curtis se tornou um pintor compulsivo, produzindo telas inspiradas por Henri Matisse. Suas obras chegaram a ser vendidas por até US$ 20 mil. "Sou um alcoólatra em recuperação", disse em 1990, após concluir uma tela em 40 minutos. "A pintura trouxe um grande prazer para minha vida, ajudou a me recuperar."

* Com EFE, AP e Reuters

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