As Melhores Coisas do Mundo vence o Cine Fest PE

Filme de Laís Bodanzky é eleito o melhor em oito categorias, incluindo direção e ator, esta para o jovem Francisco Miguez

Valmir Moratelli, enviado especial a Olinda (PE) |

O 14º Cine PE Festival do Audiovisual chegou ao fim na noite deste domingo (2), no recém-reformado Cine São Luiz, no Centro de Recife. Considerado o maior festival de público do Brasil, o evento reuniu neste ano mais de 30 mil pessoas. O grande vencedor da noite foi As Melhores Coisas do Mundo , de Laís Bodanzky, agraciado em oito categorias, incluindo Melhor Filme e Direção, Melhor Ator (Francisco Miguez), Roteiro (Luiz Bolognesi), Direção de Arte (Cássio Amarante), Edição de Som (Alessandro Laroca), Fotografia (Mauro Pinheiro Jr) e o prêmio da crítica. Por ter sido chamada várias vezes ao palco para receber os troféus, em certo momento, Laís se confundiu com as categorias. “Já não sei para qual categoria estou agradecendo”, disse ela, arrancando risos do público.

Divulgação
O ator Francisco Miguez, premiado em Pernambuco, em cena de As Melhores Coisas do Mundo
Se a programação inicial do Festival priorizou filmes comerciais do Rio e de São Paulo, abrindo a mostra com O Bem Amado , repleto de celebridades globais, o encerramento foi mais regionalista. O último filme exibido ao público foi Continuação , de Rodrigo Pinto, sobre a turnê do disco Labiata , do pernambucano Lenine. O que era para ser um documentário mais pareceu um “extra” de DVD de show. A noite contou ainda com a apresentação da Orquestra Cidadã, formada por meninos carentes de Pernambuco, e teve a presença do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

O ator Rogério Fróes recebeu um prêmio especial do júri por sua atuação Não Se Pode Viver Sem Amor , dirigido por Jorge Durán. “Eu tinha certeza de que ganharia pelo menos um prêmio. Só achava que seria o da categoria Melhor Morto, disputando com Paulo José”, brincou ele, que interpreta um defunto no filme de Durán. Paulo é Quincas no longa “Quincas Berro D’água”.

Realizado por Alfredo Bertini e Sandra Bertini, sócios da Bertini Produções e Eventos Culturais (BPE), o Cine PE exibiu entre 26 de abril e 2 de maio 63 filmes (47 curtas e 16 longas).

A 14ª edição do CINE PE Festival do Audiovisual gerou mais de 500 empregos diretos e indiretos. Foram mais de 250 convidados, entre atores, cineastas, produtores, técnicos e profissionais do mercado audiovisual. O orçamento do evento foi de R$ 1,9 milhão. Em 13 edições, o festival contabiliza um público de mais 275 mil pessoas, tendo recebido até o ano passado 3.093 inscrições de filmes e exibido 692 longas e curtas.

Os longas-metragens vencedores

Melhor Filme: As Melhores Coisas do Mundo , de Laís Bodanzky.
Direção: Laís Bodanzky, por As Melhores Coisas do Mundo .
Ator: Francisco Miguez, por As Melhores Coisas do Mundo .
Atriz: Paloma Duarte, por Léo e Bia (de Oswaldo Montenegro).
Atriz Coadjuvante: Mariana Nunes, por O Homem Mau Dorme Bem (de Geraldo Moraes).
Ator Coadjuvante: Bruno Torres, por O Homem Mau Dorme Bem (de Geraldo Moraes).
Roteiro (prêmio dividido): Luiz Bolognesi, por As Melhores Coisas do Mundo (de Laís Bodanzky), e Wolney Atalla e Caio Cavechini, por Sequestro (de Wolney Atalla).
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr., por As Melhores Coisas do Mundo (de Laís Bodanzky).
Montagem: Marcelo Moraes e Marcelo Bala, por Sequestro (de Wolney Atalla).
Trilha Sonora: Oswaldo Montenegro, por Léo e Bia (de Oswaldo Montenegro).
Direção de Arte: Cássio Amarante, por As Melhores Coisas do Mundo .
Edição de Som: Alessandro Laroca, por As Melhores Coisas do Mundo .
Prêmio Especial do Júri: Rogério Fróes, por Não Se Pode Viver Sem Amor (de Jorge Durán)
Melhor Filme/Júri Popular: O Homem Mau Dorme Bem.
Prêmio da Crítica: As Melhores Coisas do Mundo .

CURTAS EM 35mm
Melhor Curta-Metragem: Bailão , de Marcelo Caetano.
Diretor: Kleber Mendonça Filho, por Recife Frio .
Atriz: Zezita Matos, por Azul (de Eric Laurance)
Ator: Ricardo Lilja, por Amigos Bizarros do Ricardinho (de Augusto Canani).
Roteiro: Kleber Mendonça Filho, por Recife Frio .
Fotografia (prêmio dividido): Ivo Lopes Araújo, por A Montanha Mágica (de Petrus Cariry), e André Lavenère, por A Noite por Testemunha (de Bruno Torres).
Direção de Arte: Juliano Dornelles, por Recife Frio .
Melhor Montagem: Lucas Gonzaga, por Amigos Bizarros do Ricardinho (de Augusto Canani).
Trilha Sonora: Revertere AD Locum Tuum (de Armando Mendz)
Edição de Som: Vinícius Leal e Jessé Marmo, por Geral (de Anna Azevedo).
Melhor Curta-Metragem/Júri Popular: A Noite Por Testemunha , de Bruno Torres
Prêmio Especial do Júri: Circuito Interno , de Júlio Martí.
Menção Honrosa do Júri: ZÉ (S) , de Piu Gomes.
Prêmio da Crítica: Geral , de Anna Azevedo.
Prêmio Aquisição Canal Brasil: Faço de Mim o Que Quero , de Sergio Oliveira e Petrônio Lorena.

CURTAS-METRAGENS EM DIGITAL
Melhor Curta-Metragem Digital: Áurea (de Zeca Ferreira).
Diretor: Allan Ribeiro, por Ensaio de Cinema .
Roteiro: Maria Camargo, por Se Meu Pai Fosse de Pedra .
Montagem: Luelane Corrêa, por Áurea (de Zeca Ferreira).
Melhor Curta-Metragem/Júri Popular: Tanto , de Nataly Callai
Prêmio Especial do Júri: à Fotografia de Áurea (de Zeca Ferreira).
Prêmio da Crítica: Áurea , de Zeca Ferreira
Menção Honrosa: Sweet Karolynne , de Ana Bárbara Ramos (PB).

* O repórter viajou a convite da organização do Festival

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