As dez melhores comédias românticas do cinema

Em meio a uma enxurrada de filmes açucarados no mercado, alguns provam que o gênero é uma arte; veja lista

Tiago Agostini, especial para o iG São Paulo | 26/08/2011 12:16

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"Amor a Toda Prova", destaque da nova safra

Fazer uma boa comédia romântica não é fácil. Dezenas de títulos do gênero chegam às telas todos os anos, mas dificilmente mais do que alguns poucos são realmente relevantes. A questão: falar de amor de uma forma honesta e convincente requer alguns cuidados.

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Quando se cria um filme de ação, de catástrofe ou um suspense, o elemento da ilusão e imaginação do cinema consegue agir mais fácil sobre o espectador. Nem todo mundo participou de uma perseguição policial ou teve uma doença grave na família, mas qualquer pessoa já teve o estômago revirado no início de uma paixão ou passou dias sem querer sair de casa quando tudo deu errado. Encontrar o ponto certo entre o melodrama e situações cômicas é algo difícil de conseguir.

A fórmula para o roteiro de uma comédia romântica é normalmente simples: um casal tem de enfrentar dificuldades para, no final, viver feliz para sempre. Logo, para se destacar é preciso que o filme traga um elemento extra: um tema polêmico, uma análise de comportamento, uma referência picante (mas não vulgar) ao sexo ou até mesmo uma dose cavalar de sinceridade sobre relacionamentos.

“Amor a Toda Prova”, que estreou nesta sexta-feira (25), aposta em uma direção íntima para se sobressair. A história evita maniqueísmo e mostra os personagens tateando como agir diante de situações novas, com erros e acertos, mas quase nenhuma certeza do que fazer.

Abaixo, uma lista com dez boas comédias românticas que emocionam e divertem sem ser piegas.

Foto: Divulgação Ampliar

Billy Crystal e Meg Ryan em "Harry & Sally": a comédia romântica perfeita

“Harry & Sally – Feitos Um Para o Outro”, de Rob Reiner (1989)
A comédia romântica perfeita. Os estereótipos masculino e feminino em relação ao romance são escancarados em diálogos sagazes entre dois melhores amigos que acabam se apaixonando. Um exemplo: após o sexo, mulheres querem passar a noite abraçadas; homens querem fugir da cama em 30 segundos. A cena do orgasmo falso de Meg Ryan, que deve sua carreira ao filme, é um clássico.

“Feitiço do Tempo”, de Harold Ramis (1993)
O arrogante personagem de Bill Murray fica preso em uma gélida cidadezinha do interior da Pensilvânia revivendo o mesmo dia infinitamente, mas encontra a redenção ao enfim se apaixonar de verdade. O detalhe é que a transformação de Murray não passaria por um romance, mas a química com Andie MacDowell foi tão natural que a equipe resolveu mudar o roteiro durante as filmagens.

Foto: Divulgação Ampliar

Julia Roberts e Hugh Grant: mundo das celebridades

“Um Lugar Chamado Notting Hill”, de Roger Michell (1999)
Quem nunca se apaixonou por uma estrela de cinema? Narrar o amor aparentemente impossível entre Julia Roberts e Hugh Grant – o rei das comédias românticas – é o trunfo deste filme, que conta com os empecilhos da fama, como a mídia sensacionalista, para afastar os dois apaixonados.

“Ele Não Está Tão a Fim de Você”, de Ken Kwapis (2009)
Sinceridade é a palavra de ordem neste filme, que exemplifica, em diversas tramas, basicamente como os homens têm a capacidade de serem canalhas quando querem. Assim como em “Amor a Toda Prova”, há aulas sobre a arte do relacionamento com o sexo oposto, aqui aplicado às mulheres e sua necessidade de atenção. O elenco ajuda: tem Scarlett Johansson, Jennifer Anison, Drew Barrymore e Jennifer Connelly.

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Drew Barrymore e Adam Sandler: amor diário

“Como se Fosse a Primeira Vez”, de Peter Segal (2004)
E se você tivesse de reconquistar o amor de sua vida todos os dias? Adam Sandler aceita a tarefa. Drew Barrymore sofreu um acidente de carro e perdeu a capacidade de armazenar na memória os fatos após a tragédia. Assim, Sandler a acorda todos os dias com um vídeo com as “últimas notícias” de sua vida. A sequência de cantadas no meio de uma rodovia com “Friday I’m In Love” (música do Cure) ao fundo é o ponto alto.

“Alguém Tem Que Ceder”, de Nancy Meyers (2003)
O amor na terceira idade é brilhantemente explorado aqui. O que fazer quando seu casamento acabou, os filhos estão crescidos e a paixão bate à porta quando parecia que se estava condenado à solidão eterna? Como lidar com um novo amor após uma vida de frustrações? O filme se ampara nas sublimes atuações de Jack Nicholson e Diane Keaton para mostrar que há uma resposta.

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Cameron Diaz e Edward Burns: briga entre irmãos

“Nosso Tipo de Mulher”, de Edward Burns (1996)
Um triângulo amoroso curioso: o irmão mais novo se apaixona pela ex-noiva do irmão mais velho (uma estonteante Cameron Diaz em início de carreira). Detalhe: os dois são casados e terão de lidar com suas diferenças de infância para não enlouquecerem e salvarem seus casamentos. Os diálogos entre os irmãos analisando os relacionamentos roubam a cena.

“ABC do Amor”, de Mark Levin (2005)
Essa comédia flagra o despertar de um garoto de 10 anos para a paixão por uma antiga colega de classe que, até então, ele nunca havia notado. Mostra como o amor não tem idade, já que o menino terá todas as dúvidas e incertezas de um adulto em um turbilhão de fatos que ocorre durante duas semanas. Quando se tem 10 anos, porém, duas semanas podem significar uma vida.

Foto: Divulgação

Diane Keaton e Woody Allen em 'Noivo Neurótico, Noiva Nervosa'

“Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, de Woody Allen (1977)
Pode ser considerada a mãe de todas as comédias românticas, apesar de destoar do roteiro padrão. O filme narra, na verdade, o fim do relacionamento entre Woody Allen e Diane Keaton. Não há dramas ou lamentações, porém: o humor particular e irônico de Woody Allen transforma as piores situações em momentos leves. Destaque para a cena do encontro na varanda, que mostra o pensamento dos personagens enquanto eles conversam.

“Scott Pilgrim Contra o Mundo”, de Edgar Wright (2010)
Quer prova de amor maior do que derrotar sete ex-namorados malignos para conseguir ficar com a garota dos seus sonhos? Adaptado dos quadrinhos, este filme chama atenção pela edição frenética que incorpora a linguagem dos videogames ao cinema. Mas de nada adiantaria uma estética inovadora se o romance entre Michael Cera e Mary Elizabeth Winstead não convencesse. A cena do primeiro beijo dos dois é apaixonante.
 

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