Após prisão, Roman Polanski retorna à Suíça para receber prêmio

Em discurso, cineasta agradeceu o diretor da prisão em que ficou detido, em Zurique

Valor Online |

"Antes tarde do que nunca", disse ontem o cineasta franco-polonês Roman Polanski, 78, ao receber o prêmio pelo conjunto da obra no Festival de Cinema de Zurique, na Suíça.

Em setembro de 2009, o diretor foi interceptado pela polícia no aeroporto local quando desembarcava para o evento. De lá, foi para a cadeia e, depois, prisão domiciliar até julho de 2010, quando as autoridades suíças decidiram não extraditá-lo aos Estados Unidos.

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Polanski é fugitivo dos EUA desde 1977 quando, na casa do amigo Jack Nicholson, embriagou e estuprou Samantha Geimer, então uma adolescente de 13 anos. O cineasta foi acusado de seis crimes e chegou a cumprir uma sentença de 42 dias de prisão no país. No entanto, resolveu fugir do quando descobriu que a punição poderia ser ainda mais severa.

Desde então, Polanski vive na França, que não possui acordo de extradição com os EUA. "Eu preferiria esquecer certas partes do que aconteceu, mas estou feliz de estar aqui. É um momento muito emocionante para mim, então não esperem por discursos", disse o cineasta durante a entrega do prêmio.

"Gostaria de agradecer especialmente aos funcionários da prisão, que tentaram tornar a minha estadia suportável, incluindo o diretor da prisão em Zurique", afirmou o diretor, para depois completar, após risadas da plateia: "Isso não é uma piada".

Durante o festival ocorreu a estreia do documentário "Roman Polanski: A Film Memoir", de Laurent Bouzereau. Mais próximo do fim do filme, o diretor menciona o episódio de 1977 e faz um mea-culpa: "Ela [Geimer] é uma vítima dupla: minha vítima e da imprensa". Durante anos, o diretor sustentou a tese de que Geimer não era tão inocente quanto seus acusadores diziam.

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