Após barulho nos EUA, "Filha do Mal" chega ao Brasil

Estrelado pela brasileira Fernanda Andrade, terror estreou no topo na América do Norte, mas depois caiu por boca a boca negativo

iG São Paulo com Reuters |

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A brasileira Fernanda Andrade em "A Filha do Mal": documentário sobre mãe possuída
Quando "Filha do Mal" estreou em primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas , no início da janeiro, pouca gente deu bola para o fato de se tratar de um filme de horror. O que chamou a atenção por aqui era a brasileira Fernanda Andrade no papel principal, que conseguiu superar Tom Cruise e sua "Missão: Impossível: Protocolo Fantasma" no ranking do final de semana.

Prestes a completar 28 anos, a atriz paulista, que mora nos Estados Unidos desde criança, se viu protagonista de um sucesso de público, mas de um fracasso de crítica.

Os brasileiros vão poder tirar suas próprias conclusões nesta sexta-feira (03), quando o longa-metragem chega ao país em amplo circuito, cerca de 260 salas.

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Apesar de estrear no topo nos EUA, com US$ 33 milhões, a alegria durou pouco. "Filha do Mal" teve uma queda de 76% na segunda semana, que se repetiu nas seguintes. No site Rotten Tomatoes, que compila resenhas da imprensa especializada, o índice de aprovação é de apenas 7%.

Essa derrocada é reflexo de um boca a boca negativo: os espectadores se revoltaram contra o filme. Em um relato publicado por Roger Ebert, decano da crítica cinematográfica norte-americana, uma internauta da Califórnia afirma que, ao final da sessão em que estava, o público começou a vair a tela no rolar dos créditos e, aos gritos, pedir o dinheiro do ingresso de volta.

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O que não impediu o filme de acumular até agora US$ 52 milhões, desempenho surpreendente para uma produção que custou apenas US$ 1 milhão. O segredo do sucesso foi adotar estratégia semelhante ao fenômeno "Atividade Paranormal": orçamento baixo, câmera tremida para conferir certo ar documental e investimento pesado em marketing, com o objetivo de convencer algum desavisado que aquilo é uma história real . Não é coincidência que "Filha do Mal" tenha sido produzido por Steven Schneider, também por trás de "Atividade Paranormal".

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A história é bem simples. Fernanda é Isabella Rossi, cuja mãe, Maria, se encontra internada numa instituição para doentes mentais na Itália. Dez anos antes, quando Isabella tinha 8 anos, a mulher matou três pessoas, incluindo um padre, durante uma sessão de exorcismo para livrá-la de vários demônios que faziam fila para ocupar seu corpo. Desde então, vive confinada no manicômio.

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Exorcistas do filme vão contra o Vaticano
Querendo desvendar o que de fato ocorrera com sua mãe no passado, Isabella começa a participar de um documentário que vai resgatar a história de Maria. Esse documentário é o próprio filme, rodado com a mesma câmera na mão de "A Bruxa de Blair" e depois repetida em "Atividade Paranormal", assim como em "O Último Exorcismo", com temática bastante próxima.

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Isabella faz contato com jovens padres exorcistas, que se dedicam à atividade à revelia do Vaticano e, interessados, passam a investigar os fenômenos, sem saber que também correrão riscos.

Quem assistiu a "O Exorcista" (1973) e se impressionou com os efeitos especiais que desfiguraram Linda Blair não verá nada de extraordinário em "A Filha do Mal", além de algumas demonstrações de contorcionismo das atrizes possuídas. Nem mesmo as caretas se comparam às provocadas pelo diabo no filme de William Friedkin. Mesmo o diabo, quase 40 anos mais velho, parece não assustar mais ninguém.

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