Andrea Beltrão: ¿É muito difícil fazer humor¿

Atriz é homenageada em Festival de Miami por sua carreira no cinema

Valmir Moratelli, enviado a Miami (EUA) |

Mariana Vianna/ Divulgação
Andrea é a homenageada deste ano
Andrea Beltrão foi a grande homenageada do Brazilian Film Festival Miami. A atriz recebeu uma homenagem na noite de quarta-feira (18), no Colony Theatre, no centro da cidade Americana, acompanhada do marido, o diretor Mauricio Farias, dos filhos Francisco (15 anos), Rosa (13) e José (10) e da mãe Marilena.

Andrea se emocionou ao rever na telona algumas das cenas mais marcantes de sua carreira. “Foi difícil segurar a emoção”, disse ela, ao término da homenagem, ao receber um troféu. Em seguida, foi exibido o longa “Salve Geral”, de Sérgio Rezende, no qual ela protagoniza. José, seu filho caçula, estava arrumadíssimo para a ocasião. “Ele me pediu para vir de smoking, porque queria ser o James Bond por um dia”, contou Andrea, rindo.

Horas antes, ainda no hotel, Andrea conversou com a reportage do iG .

iG: Alguns dos seus últimos filmes fogem da linha de comédia. Você quis versatilizar a escolha dos trabalhos neste atual momento de sua carreira?
Andrea:
Não se trata disso. Nunca planejei nada a ponto de querer direcionar para um lado ou para outro. O que aconteceu foi que um diretor ia me chamando para fazer outra coisa, eu topava, gostava, e ia fazendo. Sigo a linha do Zeca Pagodinho, vou me deixando ser levada.

iG: A maioria dos seus trabalhos sempre teve uma pegada de humor. Você se acha engraçada no dia a dia?
Andrea:
Nada, nenhum pouco. Eu sou tímida (risos). Quer dizer, sei lá, me acho um pouco engraçada só na intimidade mesmo.

iG: A comédia é valorizada o quanto deveria ser no país?
Andrea:
De forma alguma. É muito difícil fazer humor, apesar de muita gente achar que é um trabalho menor. Não é. Temos grandes nomes ligados à comédia, os bons atores vieram de lá. Precisamos dar este reconhecimento.

iG: Foi fácil de tomar a decisão de sair do programa A Grande Família no auge no programa, com ótima audiência para o horário?
Andrea:
Quando eu decidi sair, conversei com a produção e todos entenderam. Foi fácil no sentido de que eu estava fazendo uma coisa que queria mesmo para minha vida, precisava ter mais tempo para me dedicar a outros projetos também. Por outro lado, sentimentalmente falando, não foi nada fácil, porque ali éramos mesmo uma grande família.

Mariana Vianna/ Divulgação
Noite animada no Brazilian Film Festival Miami
iG: Junto com Marieta Severo, você mantém um teatro no Rio (o Solar de Botafogo). O que é mais complicado de fazer: cinema ou teatro?
Andrea
: O cinema tem todas as complicações possíveis, por se tartar de ums indústria. É um complicador a mais ter que se preocupar com distribuição. Não basta só fazer o filme, o processo é muito maior. Agora, o teatro também tem suas dificuldades, nada é fácil quando se fala de cultura.

iG: E quais são seus projetos daqui para frente?
Andrea
: Acabo de ser chamada para o filme que José Wilker vai fazer, sobre o personagem Giovani Improtta, que ele fez na novella do Aguinaldo Silva. Vou fazer par romântico com ele, vai ser ótimo! E também vamos rodar pelo país com a peça As Centenárias.


* O repórter viajou a convite da organização do Festival.

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