Il Grande Sogno recupera 1968 em triângulo amoroso - Cinema - iG" /

Agradável e pouco memorável, Il Grande Sogno recupera 1968 em triângulo amoroso

VENEZA ¿ Terceiro italiano da competição, ¿Il Grande Sogno¿ (¿O grande sonho¿), do ator e diretor Michele Placido, foi exibido para jornalistas na manhã desta quarta-feira (09) em Veneza. O filme recupera os sonhos da juventude de 1968, baseando-se em histórias autobiográficas do próprio Placido ¿ assim como o personagem Nicola (Riccardo Scamarcio), ele também nasceu no sul, foi policial antes de se tornar ator e ¿se converteu¿ nesta época.

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação

"Il Grande Sogno" recupera histórias autobiográficas do diretor Michele Placido

Destacado para se disfarçar e espionar os estudantes que ocuparam uma universidade em Roma, o rapaz se envolve com Laura (Jasmine Trinca), vinda de uma família católica de classe média, formando assim um triângulo amoroso cuja outra ponta é o líder do movimento, Libero (Luca Argentero).  

A trama, como se vê, é bastante similar à de Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci. Aqui, no entanto, o diretor claramente mira no grande público e, principalmente, nos jovens, tentando, talvez, inspirar a juventude italiana de hoje. Mas pesa a mão no romance, obviamente para agradar ao maior número de pessoas possível, e na família ¿ o pai de Laura é um personagem divertido e crível. Assim, a questão política fica atenuada.

Apesar disso, as cenas das demonstrações e dos confrontos com a polícia são bem realizadas, e o clima daqueles tempos está estampado na tela. Il Grande Sogno procura escapar da nostalgia pura e simples. Porém, no fim, a sensação é a de ter visto algo ao mesmo tempo fácil, agradável e pouco memorável.

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