A relação entre o cigarro e o cinema

Glamourizado pela Hollywood dos anos 1950, tabaco caiu em desuso nos filmes

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Desde os primórdios do cinema, o cigarro foi utilizado como símbolo de glamour, tendo como ápice o período que compreende os anos 1930 e 1960. Nessa época, as produções hollywoodianas associavam o fumo ao sucesso e ao dinheiro.

Filmadas em preto e branco, as produções noir eram repletas de detetives, damas misteriosas e criminosos - em comum, todos tinham o cigarro e os ambientes esfumaçados que frequentavam.

Um dos grandes exemplos desse período é o ator Humphrey Bogart, que no longa-metragem "O Falcão Maltês", de 1941, fuma um cigarro atrás do outro.

Divulgação
Aaron Eckhart em "Obrigado por Fumar": filme faz sátira com a relação do cigarro com o cinema
Não apenas nos filmes, mas também em propagandas e fotos promocionais, as celebridades normalmente surgiam segurando um cigarro - às vezes em sua forma bruta, em outros momentos com piteiras ou até charutos.

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Com o passar das décadas isso começou a mudar, tendo como grande ponto de virada os anos 1990, período em que a legislação norte-americana agiu de forma severa com a indústria do tabaco.

Esse período foi abordado no filme "Obrigado por Fumar", de 2006. Nele o protagonista, um lobista interpretado por Aaron Eckhart, tenta recuperar as vendas de cigarros nos EUA inserindo o produto no cinema, aos moldes do que ocorreu nos anos 1950. Em meio a isso, ele precisa combater um senador oportunista que tem como principal projeto a colocação de rótulos de veneno nos maços de cigarros.

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Apesar do assunto, em momento algum um cigarro é aceso no longa. Na única cena em que tenta fumar, o porta-voz da indústria tabagista se dá conta de que seu último maço acabou.

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