"A Rede Social" abre Festival de Cinema de Nova York

Mostra ainda terá "A Tempestade", com Helen Mirren, e "Hereafter", novo trabalho de Clint Eastwood

EFE |

Divulgação
Jesse Eisenberg em cena de "A Rede Social"
Bastante aguardado, o filme "A Rede Social", centrado na vida do criador da rede social Facebook e milionário mais jovem da história, Mark Zuckerberg, abriu nesta sexta a 48ª edição do Festival de Cinema de Nova York (NYFF, na sigla em inglês).

Dirigido por David Fincher e estrelado por Jesse Eisenberg, Andrew Garfield e pelo cantor Justin Timberlake, "A Rede Social" gerou grande expectativa por trazer um retrato do estudante de Harvard que há sete anos revolucionou o mundo das comunicações.

O filme, que estreará nos Estados Unidos no dia 1º de outubro, mostra que "não se pode fazer 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos". Segundo o diretor do festival, Richard Peña, "'A Rede Social'" é um desses filmes excepcionalmente difíceis de se encontrar porque captura perfeitamente o espírito de seu tempo".

Outro destaque do festival é "A Tempestade", dirigido por Julie Taymor, que já conquistou a crítica com filmes como "Frida" (2002) e "Across the universe" (2007). "A Tempestade", uma adaptação cinematográfica da obra de William Shakespeare, é protagonizado pela vencedora do Oscar Helen Mirren, que encarna Próspera, a rainha de uma ilha mágica nesta "excitante mistura de romance, tragédia e fantasia".

O Festival de Cinema de Nova York será encerrado com o thriller sobrenatural "Hereafter" (ainda sem título em português), que tem Matt Damon no papel principal e é o último filme dirigido por Clint Eastwood, que faz sua quarta participação na mostra. "Como é evidente de uma maneira tão bela em "Hereafter", Clint Eastwood continua fazendo os filmes mais atrevidos e provocativos de todo os EUA", afirmou Peña.

O premiado diretor de "Menina de Ouro" (2004) e "Os Imperdoáveis" (1992) será a estrela da noite de fechamento do festival, que terá em sua programação 28 filmes de 14 países.

Outro ponto alto da mostra será o documentário "LENNONYC", de Michael Epstein, que conta como o ex-beatle "ressuscitou" em Nova York por meio de entrevistas com amigos do músico e imagens inéditas que formam um "revelador retrato dessa lenda da música".

O NYFF também inclui vários filmes latino-americanos, como "Gatos Viejos" (ainda sem título em português) e "Post Mortem", dos chilenos Sebastián Silva e Pablo Larraín, respectivamente; "Somos o que há", do cineasta mexicano Jorge Michel Grau e "Revolução", que inclui dez curtas-metragens sobre a revolução mexicana dirigidos por diferentes estrelas do país, como Gael García Bernal e Diego Luna.

No ano em que se comemora o centenário da revolução mexicana e o bicentenário da independência do país, "Revolução" quer "gerar uma visão contemporânea" desse acontecimento histórico.

O programa do Festival de Cinema de Nova York conta ainda com o retorno do francês Jean-Luc Godard, que apresentará "Film Socialism" (ainda sem título em português), do britânico Mike Leigh, com "Another Year" (também ainda sem tradução), do português Manoel de Oliveira, com "O Estranho Caso de Angélica", e do chileno Raúl Ruiz, com "Mistérios de Lisboa", entre outros.

"Estamos especialmente impressionados pela audácia dos diretores este ano", disse Peña, que ressaltou que eles "entraram em novas áreas, experimentaram narrativas e foram além dos limites dos gêneros". Isso, na sua opinião, "evidencia a vitalidade de um meio que tantas vezes se rende a fórmulas e à repetição".

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