80 anos do nascimento de James Dean: um mito que burla a velhice

Ator personificou a rebeldia em Hollywood e viveu ao máximo a filosofia de viver depressa e morrer jovem

iG São Paulo, com EFE |

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James Dean: carreira meteórica
Lenda do cinema, símbolo sexual e ícone de uma geração rock 'n' roll. A lembrança do rebelde James Dean burla a velhice no 80º aniversário de seu nascimento. Três filmes, quatro anos de carreira e um final dramático bastaram para que o promissor Jimmy, como era chamado pelos amigos, passasse de um menino de fazenda a um mito.

Nunca ninguém conseguiu tanto em tão pouco tempo. A indústria de Hollywood ficou encantada com o ator após a estreia de "Vidas Amargas" (1955), primeiro filme de Dean como protagonista após ser coadjuvante em seis produções. O filme dirigido por Elia Kazan mostrou o potencial de um intérprete que lutava para sobreviver na profissão. O ator estreou fazendo anúncios de refresco e, segundo as más línguas, chegou a realizar favores sexuais para abrir caminhos.

Talento não faltava a Dean, que nasceu no dia 8 de fevereiro de 1931 em Marion, uma zona rural de Indiana, estado natal também de Michael Jackson. Durante a adolescência foi premiado por seu desempenho esportivo e artístico. Em 1949, Dean se mudou para Los Angeles cursar Direito e Arte Dramática até 1952, quando partiu para Nova York para tentar a fama na Broadway.

Após dois anos perambulando pelos teatros, conseguiu papéis em duas peças: "See The Jaguar" e "The Immoralist". Uma oportunidade que soube aproveitar e lhe valeu o prêmio Daniel Blum de ator revelação de 1954, ao mesmo tempo que captou a atenção de Kazan. Da noite para o dia, James Dean seduziu uma Hollywood sedenta por artistas carismáticos para alimentar seu poderoso sistema.

James Dean e sua imagem de menino mau começaram a encher páginas de revistas como emblema de um espírito marcado pelo nascimento do rock 'n' roll e da teoria de viver depressa e morrer jovem - algo que o ator seguiu ao pé da letra. As filmagens de "Vidas Amargas" foram seguidas, quase imediatamente, por "Juventude Transviada" e "Assim Caminha a Humanidade", filme que teve as gravações concluídas um dia antes da morte do jovem ator de 24 anos.

Por motivos contratuais com a Warner Brothers, Dean estava proibido de participar de competições esportivas, especialmente corridas de carros, enquanto trabalhava em um papel. Assim, teve que esperar até o final de seu último filme para subir no seu carro rumo a um evento automobilístico. Aquela viagem chegaria ao fim antes do tempo, como quase tudo na vida de Dean, quando seu veículo colidiu frontalmente com outro em um cruzamento das estradas 46 e 41 no interior da Califórnia.

O destino quis que o ator não pudesse saborear o sucesso, já que só viveu para assistir a estreia de "Vidas Amargas", produção pela qual obteria uma nomeação póstuma ao Oscar melhor ator em 1956. Um ano depois, ele receberia outra indicação por "Assim Caminha a Humanidade".

Entre seus amores, destacam-se Pier Angeli e Ursula Andress, embora a ele tenham atribuído diversos romances. Em algumas biografias há a especulação de que Dean fosse homossexual.

No próximo fim de semana, em Fairmount, os fãs relembrarão o ator por ocasião do 80º aniversário de nascimento através de um ciclo de cinema que vai projetar seus filmes, em cenas que imortalizaram Dean sem rugas e sem cabelos brancos.

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