Diretor de "Tim Maia" critica domínio das comédias: "Hollywood virou 2º inimigo"

Por Luísa Pécora , iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Em vídeo, cineasta Mauro Lima fala sobre a cinebiografia do cantor e diz que cinema brasileiro está menos diversificado

Diretor de filmes tão diferentes quanto "Meu Nome Não é Johnny", "Tainá 2" e "Tim Maia", atualmente em cartaz, Mauro Lima acredita que o cinema brasileiro está menos diversificado do que há alguns anos - ao menos comercialmente.

Crítica: "Tim Maia" narra altos e baixos do ícone da música brasileira

"[O mercado] está um pouco atropelado pela necessidade das pessoas de verem comédia, e de se produzir comédia porque dá bilheteria", diz Lima, em entrevista ao iG. Segundo ele, se antes os lançamentos eram pensados para não competir com filmes americanos, hoje se presta mais atenção à concorrência das comédias. "Hollywood virou um segundo inimigo."

Veja a entrevista do iG com Mauro Lima:

Em "Tim Maia", Lima conta a trajetória do cantor brasileiro com base no livro "Vale Tudo", de Nelson Motta. O filme vai da infância à morte do músico, com ênfase na vida fora dos palcos: a personalidade forte, a viagem aos Estados Unidos que lhe serviu como formação musical, as festas e as brigas com namoradas, amigos e parceiros musicais.

Siga o iG Cultura no Twitter

Se achar um ator para interpretar Tim Maia era difícil, Lima quis dois: Robson Nunes, que interpreta o cantor na juventude, e Babu Santana, que assume o papel após o sucesso.

Imagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Tim Maia'. Foto: Divulgação

"São quase que histórias diferentes, de pessoas diferentes, e aparentemente diferentes também", diz o diretor, que vê muitas mudanças em Tim Maia ao longa vida.

Mais do que a voz ou a semelhança física, era importante que os atores tivessem talento. "Não gosto da ideia de pegar um cara que é igual, mas não sei é ator. Vou ter que pagar essa conta uma hora", afirma. 

Ele acredita que o sucesso de Tim Maia nas livrarias, no teatro e possivelmente no cinema se deve ao fato de o cantor ser "uma figura ímpar. "Ele é engraçado, polêmico, genial. A imagem mais conhecida [que o público tem do cantor] te convida a querer entender de onde vem aquilo, o que há no passado."

Leia tudo sobre: mauro limatim maiacinemamúsicacinema nacionalrobson nunesbabu santana

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas