5 motivos para o fracasso de "Sin City - A Dama Fatal" nas bilheterias

Por iG São Paulo |

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Em cartaz no Brasil, filme inspirado em graphic novel não repetiu o sucesso do original

A sequência de "Sin City" era aguardada desde que o filme faturou mais de US$ 158 milhões (R$ 381 milhões) nas bilheterias mundiais quando foi lançado, em 2005. Mas "A Dama Fatal", em cartaz nos cinemas brasileiros, não conseguiu repetir o sucesso do original.

Crítica: "Sin City - A Dama Fatal" perde o impacto do primeiro filme
Leia também: Quem volta e o que muda no elenco do novo "Sin City"

Quando estreou nos EUA, no final de agosto, "Sin City" ficou em terceiro lugar nas bilheterias, com faturamento de apenas US$ 6,5 milhões (R$ 15,7 milhões), muito abaixo dos US$ 29,1 milhões (R$ 70,4 milhões) que o original faturou no fim de semana de estreia.

Imagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Sin City 2 - A Dama Fatal'. Foto: Divulgação

Mas o que, afinal, deu errado? Veja cinco motivos que explicam o fracasso de "Sin City - A Dama Fatal" nas bilheterias norte-americanas:

Intervalo muito longo: Os diretores Robert Rodriguez e Frank Miller levaram nove anos para lançar a sequência de "Sin City", tempo bastante longo para Hollywood, onde franquias ganham novos episódios a cada um ou dois anos. Problemas legais e de produção causaram atraso - e há rumores de que o produtor Harvey Weinstein quase desistiu do longa após "Grindhouse", parceria de Rodriguez e Quentin Tarantino, não ter feito o sucesso esperado.

Nesses nove anos, vários outros filmes baseados em quadrinhos e graphic novels - como "300" e "Watchmen" - ampliaram as fronteiras do uso de tecnologia digital no cinema. Com isso, o visual de "Sin City" já não tem o mesmo impacto.

Divulgação
Eva Green no pôster de 'Sin City - A Dama Fatal'

Filmes muito parecidos: Afora o uso de 3D e novos atores ao elenco, pouco mudou de um "Sin City" para o outro. Muitas críticas publicadas pela imprensa norte-americanas ressaltaram a falta de novidade de "A Dama Fatal", e o boca a boca não foi muito bom: o filme recebeu nota "B-" do público que foi à estreia nos EUA e respondeu uma pesquisa de satisfação do grupo CinemaScore.

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Falta de um grande astro: A principal novidade de "A Dama Fatal" é a atriz Eva Green, que, embora talentosa, não é uma grande estrela de Hollywood, capaz de levar o público às salas só para vê-la. Com a diminuição do papel de Bruce Willis, o novo "Sin City" perdeu "star power", e nenhum dos outros atores, incluindo Mickey Rourke e Jessica Alba, está no auge de popularidade.

A competição: "A Dama Fatal" estreou na mesma semana que o drama adolescente "Se Eu Ficar", que roubou parte do público jovem do filme e conseguiu o segundo lugar do ranking de bilheteria. O primeiro ficou para "Guardiões da Galáxia" que, embora já estivesse em cartaz, também era competição dura para "Sin City": muitos fãs de quadrinhos preferiram a novidade da Marvel do que o novo episódio do longa de Rodriguez e Miller.

Os tempos difíceis: Se em 2005 Hollywood já era competitiva, em 2014 a disputa por público está ainda mais difícil. "A Dama Fatal" estreou no fim do que foi o verão norte-americano de pior bilheteria em quase uma década, com faturamento 15% menor do que o do ano passado, segundo a revista "Variety". Nesse cenário, não está fácil para ninguém.

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