Com ator de 'Game of Thrones', 'O Menino no Espelho' leva fãs a infância mágica

Por Reuters | - Atualizada às

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Longa conta a história de Fernando, criança de 8 anos cuja criatividade é tão aguçada quanto sua capacidade de se envolver em encrencas

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Em uma época em que a pirotecnia digital acelera exponencialmente o ritmo dos filmes infanto-juvenis, em especial os norte-americanos, “O Menino no Espelho”, de Guilherme Fiuza Zenha, parece anacrônico. Mas é justamente por ir contrariamente ao que se tornou o convencional para o público que esta produção, estrelada por Mateus Solano, encontra sua maior riqueza.

Divulgação
Cena de 'O Menino no Espelho'

Baseado no livro homônimo do escritor mineiro Fernando Sabino (1923-2004), no qual inseriu memórias de sua infância em Belo Horizonte da década de 1930, o filme retrata as aventuras do jovem Fernando (Lino Facioli). Com oito anos, sua criatividade é tão aguçada quanto sua capacidade de se envolver em encrencas. Facioli é um dos atores da série "Game of Thrones"

Líder de seu grupo de amigos, seu sonho é ter um sósia que arque com seus deveres familiares e escolares, ao mesmo tempo em que assume a responsabilidades pelas estripulias. Enquanto seu pai (Solano) é indulgente com seu comportamento, sua mãe (Regiane Alves) já cogita enviá-lo para um colégio interno militar.

É nesse contexto em que sua imagem no espelho ganha vida para se tornar Odnanref (seu nome ao contrário). Com um duplo obediente, o menino passa a aproveitar suas tardes em pescarias, ou puro ócio, e desvendar os mistérios de uma casa mal-assombrada. Tudo isso, porém, até Odnanref assumir o controle da vida de ambos.

Filmado em Cataguases, interior de Minas Gerais, Zenha contou com um trabalho excepcional do diretor de arte José Roberto Eliezer (de “O Cheiro do Ralo”). Além também de uma pesquisa histórica que insere alguns personagens que, possivelmente, exigirão certa explicação para as crianças depois da projeção, como é o caso dos integralistas, liderados pelo Major Faria (Ricardo Blat).

Quase nostálgica, a produção fala de uma época contrária à tecnológica, repleta de games, tablets e computadores. Na visão do diretor (que também assina o roteiro), a história remete o espectador a uma infância mágica, em que o espaço do brincar (a rua, a praça, o quintal) ainda era imprescindível. Uma mensagem, enfim, a todos os pais também.

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