No Rio, Michael Bay rebate críticas a "Transformers": "Filmes são para divertir"

Por Nina Ramos , iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

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Em turnê de divulgação do novo longa, "A Era da Extinção", valoriza reação do público, e não da imprensa

"A única pessoa que pode dizer alguma coisa é o público". Dita por uma produtora de Hollywood, a frase foi citada pelo diretor Michael Bay durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (17) no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. No Brasil para a estreia de "Transformers: A Era da Extinção", o cineasta defendeu o filme que, como os demais da franquia, recebeu duras críticas da imprensa especializada.

Crítica: Com novo elenco, "Transformers: A Era da Extinção" repete fórmula do excesso

Questionado sobre comentários de que está "matando o cinema", Bay respondeu: "Não ouvi isto, mas não estou de acordo. Este filme, em duas semanas, conquistou quase US$ 1 bilhão ["A Era da Extinção" faturou US$ 755 milhões pelo mundo]", disse. "Os filmes são para isso: para agradar, divertir. Já demos a volta ao mundo e vimos que as pessoas se divertem, aplaudem, ficam contentes. Então acho que estão gostando."

Imagem do filme 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Transformers: A Era da Extinção'. Foto: Divulgação

O produtor Lorenzo Di Bonaventura completou a fala do diretor: "Parece que os críticos não estão em sintonia com o público. Parece que viram um filme diferente. Já vi muitos filmes destroçados pela crítica e não entendi o porquê".

Bonaventura também elogiou Bay pela criatividade e o modo como trabalha no set. "Gostamos de sucesso e não gostamos de nos repetir. O Michael tem muito na cabeça e vamos correndo atrás dele igual malucos no set", afirmou.

"Basicamente, se eu morrer eles estão ferrados", disse Bay. "Simplesmente permanecço apaixonado pelo que faço e tenho sempre que me desafiar. Isto que me faz continuar."

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Quarto filme da franquia sobre a luta entre Autobots e Decepticons, "A Era da Extinção" se passa quatro anos depois do filme anterior, "O Lado Oculto da Lua", no qual o combate arrasou a cidade de Chicago e causou o fim da parceria entre humanos e robôs.

Os Autobots que sobraram, inclusive o líder Optimus Prime, passam a ser caçados por um grupo de operações secretas da CIA, em parceria com outros alienígenas e uma corporação que busca tecnologia para produzir seus próprios robôs

Alex Palarea/AgNews
O diretor Michael Bay divulga 'Transformers: A Era da Extinção' no Rio de Janeiro

Com o orçamento de US$ 210 milhões (R$ 472,7 milhões), mais polpudo a cada filme, foi possível escalar quase mil pessoas para a produção de "Transformers", criar novos personagens abusar de efeitos especiais e usar uma tecnologia ainda mais avançada.

"Temos uma preocupação em fazer a coisa mais realista possível. E isso não é mais fácil, é mais difícil. 3D nunca é mais fácil. Mas tenho essa necessidade de me desafiar. Sempre quero mais desafios e sempre que pareça mais realista", disse Bay.

Para cada longa, o diretor e a equipe ficam imersos no projeto por quase dois anos. Por isso, agora ele só pensa em descansar. Apesar de um novo filme já ter sido anunciado, eles não revelaram detalhes e nem datas. “Fiz um trato no início da saga e apostei minha carreira no ‘Transformers’. Agora eles tem que me pagar por isso”, brincou Bay.

Uma das novidades do quarto filme é a mudança de elenco: estrela dos três primeiros filmes, Shia LaBeouf deu lugar a Mark Wahlberg, que interpreta o inventor Cade Yeager. Ele é o pai ciumento de Tessa (Nicola Peltz), que namora às escondidas com Shane (Jack Reynor).

Segundo Bay, a saída de LaBeouf e a entrada de Wahlberg se deu de forma natural. “Mark me perguntou sobre ‘Transformers’ há um tempo e isso me inspirou a fazer um novo filme. Ele já estava dentro."

Alex Palarea/AgNews
Jack Reynor e Nicola Peltz posam para fotos no Rio

Também presentes à coletiva, Reynor e Nicola foram escolhidos em testes com cerca de 500 atores. A atriz comentou que Bay adora uma explosão e que todas no set são reais.

“Michael nos explicava o que estaria atrás de nós, então usávamos a imaginação para seguir em frente, enquanto tudo explodia”, comentou a jovem.

Sobre a personagem, ela disse: “Tessa é uma menina que está crescendo e tem uma relação natural de pai e filha. Foi bom porque no set tivemos espaço para improvisação. Eu falava para o Mike ‘não, isso eu falaria para meu pai de outra forma’, e assim as falas eram mais naturais”, contou.

Transformers no Rio?

De olho no mercado chinês, o segundo mais importante depois do norte-americano, "A Era da Extinção" recebeu dinheiro de empresas da China, escalou atores do país e inclui Hong Kong como cenário.

Leia também: Para conquistar a China, Hollywood altera e corta filmes

Bay, porém, deu outras razões para a escolha da cidade: "Sempre tentei gravar em lugares especiais, que tem a ver com história mesmo. Nova York já foi destruída diversas vezes, Paris também, pensei até no Rio. Mas sempre gostei de Hong Kong. Então, mandamos algumas pessoas para lá para ver. Recebi de volta fotos impressionantes", disse.

Questionado sobre a possibilidade de um novo "Transformers" no Rio de Janeiro, Bonaventura deixou escapar que o apoio da China fez diferença:

"Fazer um filme pequeno é mais fácil, mas um grande como o 'Transformers' é difícil. Hollywood é muito pragmática, então se quiserem o filme aqui, temos de pedir para o governo nos dar suporte. Nós vamos para cidades que se envolvem e fazem o processo de filmagem mais fácil. A China nos ajudou bastante. É uma relação de uma mão lava a outra."

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