No caminho para a Amazônia, "Rio 2" explora diversidade musical do Brasil

Por Reuters |

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"É difícil pensar em Rio ou no Brasil sem pensar em música", disse o diretor Carlos Saldanha

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Já com as primeiras cenas de "Rio 2", destacam-se os ritmos musicais.

O filme, uma sequência da animação bem-sucedida de 2011 "Rio", começa onde o primeiro parou, trazendo ritmos para mexer os quadris e diferentes estilos ao longo das famosas praias do Rio de Janeiro.

Crítica: Apesar de bonito, "Rio 2" se perde em clichês sobre Brasil

Imagem do filme 'Rio 2'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Rio 2'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Rio 2'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Rio 2'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Rio 2'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Rio 2'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Rio 2'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Rio 2'. Foto: Divulgação

Mas, desta vez, a animação sobre uma família de raras araras azuis mostra a herança musical diversificada do Brasil, ramificando-se a partir da bossa nova e do Carnaval e se aventurando em ritmos da região amazônica.

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"É difícil pensar em Rio ou no Brasil sem pensar em música", disse o diretor Carlos Saldanha, um carioca.

No filme de animação em 3D, que estreou no Brasil em 27 de março e será lançado pela 20th Century Fox nos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá na sexta-feira, a música funciona como um veículo para ajudar a ilustrar o caldeirão cultural brasileiro, segundo o diretor de 49 anos.

"Este sempre foi o tipo de coisa que veio à minha cabeça quando eu estava fazendo este filme", acrescentou . "Tem que ter um componente musical muito integrado a ele, porque eu queria ser capaz de explorar diferentes ritmos, estilos e vibrações."

O filme começa com a família de araras azuis, liderada pelo pai Blu, com a voz de Jesse Eisenberg, e a mãe Jewel (Anne Hathaway), deixando seu refúgio no Rio para uma viagem para a Amazônia para encontrar uma possível colônia de seus irmãos e irmãs ameaçados de extinção.

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Embora não seja esperado que a trilha sonora de "Rio 2" supere o grande sucesso da Disney "Frozen", que já vendeu quase 2 milhões de cópias com o hit "Let It Go", o filme coincide com a atenção global ao Brasil, o anfitrião da Copa 2014 e dos Jogos Olímpicos 2016.

A jornada do filme até a Amazônia permite a Saldanha e ao produtor musical executivo do filme, a lenda da bossa nova Sergio Mendes, explorar o interior do Brasil por meio de artistas como os do grupo de percussão corporal Barbatuques e o Uakti, que utiliza instrumentos artesanais.

"O samba veio da África, por isso, se você ouvir um samba no Rio há um tipo diferente de batida", explica Mendes. "Quando você vai para a Bahia, eles têm um tipo diferente de batida de samba, assim como instrumentos diferentes. Ainda é samba, mas eles têm o seu próprio sotaque, o que torna muito interessante."

Saldanha e Mendes trabalharam novamente com o compositor John Powell. Mendes e Powell ganharam uma indicação ao Oscar por "Real in Rio", a canção original do primeiro filme, composta pelo músico brasileiro Carlinhos Brown e outros.

"Naturalmente, os ritmos brasileiros são muito fortes", disse Saldanha. "Mesmo que você não consiga entender o ritmo, você não consegue ficar sem mexer o seu corpo... Nós realmente tentamos explorar (isso)."

"Rio 2" já arrecadou 55 milhões de dólares na Europa e em outros lugares desde seu lançamento na semana passada. O filme deve arrecadar 39 milhões de dólares em sua semana de estréia na América do Norte, de acordo com projeções do portal Boxoffice.com, o que está em linha com o primeiro filme.

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