José Padilha fala ao iG sobre novo "RoboCop": "No fundo, é um filme brasileiro"

Por Nina Ramos , iG Rio de Janeiro |

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Em vídeo, diretor relata experiência de trabalhar em Hollywood e diz que problema do cinema brasileiro é falta de recursos

O diretor brasileiro José Padilha estreia em Hollywood com uma versão de “RoboCop”, clássico de Paul Verhoeven lançado em 1987. O grande tema em questão é a automação da violência e o uso de robôs no lugar de policiais americanos.

Crítica: "RoboCop" de Padilha tem mais política e emoção do que o filme original
I
nfográfico: Compare o "RoboCop" original com o remake de José Padilha

Para o papel de protagonista, o diretor de “Tropa de Elite 1 e 2” e “Ônibus 174” escalou Joel Kinnaman, da série “The Killing”, enquanto Michael Keaton ficou com o papel do vilão-não-vilão Raymond Sellars. O trio participou de uma maratona para divulgar o filme no Brasil e o iG conversou com o diretor em um hotel do Rio de Janeiro.

Veja a entrevista de José Padilha ao iG:

Animado em falar sobre o projeto e lutando contra os apertados seis minutos da entrevista exclusiva em vídeo, Padilha pontuou bastante as diferenças entre fazer um filme no Brasil e em Hollywood. Um dos fatores importantes é, claro, o dinheiro para construir a produção.

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“O dinheiro, se eu pudesse trazer, seria ótimo. O cinema brasileiro tem grandes atores que não deixam a dever para nenhum cinema no mundo. Tem grandes equipes técnicas, ótimos fotógrafos, ótimos diretores. O que falta é recurso.”

Imagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoCena de 'Robocop', dirigido por José Padilha. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Robocop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Robocop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'RoboCop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Robocop'. Foto: DivulgaçãoImagem do filme 'Robocop'. Foto: Divulgação

Para aceitar a proposta do estúdio MGM e tocar o projeto adiante, o diretor tinha uma exigência: levar sua "tropa de elite" técnica e fiel para o set de filmagem. “É um filme um pouco brasileiro, você não acha? A gente fez o filme com nossa bagagem cultural, com nossa experiência de cinema toda adquirida e desenvolvida no Brasil, então o filme tem essa pegada dos dois ‘Tropas’… No fundo, no fundo é um filminho brasileiro”, brincou.

O deboche presente na primeira versão de “RoboCop” foi deixado de lado, mas toques de ironia e críticas sociais, pintadas nas digitais de Padilha, estão na telona.

“‘RoboCop’ é um filme irônico por natureza, e a gente queria fazer uma ironia com a política externa americana e com a Fox News, aquela mídia radical de direita americana, por isso criamos o personagem do Samuel L. Jackson, que deturpa tudo o que acontece.”

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